Covid-19: alimentação saudável não evita a doença, mas ajuda na recuperação

Covid-19: alimentação saudável não evita a doença, mas ajuda na recuperação
Entenda a relação entre Covid-19 e a necessidade de se manter uma alimentação saudável. Foto: Adobe Stock

Manter uma alimentação equilibrada, a base de proteínas, carboidratos, lipídeos, vitaminas e minerais sempre foi importante para a imunidade. Não seria diferente agora, em tempos de Covid-19. Ainda que a proteção efetiva contra o coronavírus não esteja no prato ou nos suplementos vitamínicos, o bom estado nutricional tem relação positiva no desfecho das complicações em pacientes que contraem a doença.

Quem ensina é o doutorando em Ciência e Tecnologia de Alimentos, mestre em Alimentação e Nutrição e especialista em Saúde Pública com Ênfase em Saúde da Família, Jhonathan Andrade. “A proteção contra a Covid-19 são as medidas básicas de segurança (distanciamento, uso de máscaras e higiene das mãos) e a vacina. O que podemos afirmar em relação à nutrição é seu efeito positivo no caso de complicações”, diz o nutricionista.

+ Acompanhe o Webrun pelo Instagram!

Professor do curso de Nutrição do UNICURITIBA, Jhonathan diz que se não há um alimento “protetor” contra o coronavírus, há aqueles que devem ser evitados por sua relação com a chamada incompetência imunológica. “Estudos mostram que os carboidratos refinados devem ser consumidos em quantidades moderadas.”

Para quem deseja ser saudável, a orientação é procurar um nutricionista e seguir uma prescrição dietética relacionada a sua individualidade metabólica, como faixa etária, prática esportiva, fatores sociais e psicológicos. “O que vale para todo mundo é diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados”, ensina o professor.

Modismos não funcionam contra a Covid-19

O nutricionista Sérgio Ricardo de Brito, que também leciona no curso de Nutrição do UNICURITIBA, faz um alerta: modismos não funcionam contra a Covid-19. Por isso, suplementos vitamínicos e shots que combinam especiarias e prometem proteção contra a doença devem ser vistos com cuidado.

“Não há estudos suficientes para a prescrição dietética destes suplementos e shots como forma de prevenir a doença. O importante é ter uma alimentação saudável, com orientações nutricionais baseadas na ciência”, esclarece o mestre em Biologia Celular e Molecular e doutor em Medicina Interna.

O que existe, segundo o especialista em Gestão da Nutrição Clínica, são pesquisas mostrando a relação positiva para a imunidade – e não exatamente para a prevenção da Covid – no consumo de compostos bioativos presentes em alimentos como açafrão, frutas vermelhas, chá verde e frutas ricas em vitamina C, como laranja, acerola, caju, goiaba e limão.

“O consumo de vegetais e tubérculos também é importante, pois são ricos em nutrientes que auxiliam em uma melhor saúde geral do indivíduo. Tomar sol para ativar a vitamina D é outro fator necessário e isso pode ser feito no quintal de casa, da janela ou da sacada do apartamento, respeitando o isolamento social. Esse, sim, é um recurso de proteção e prevenção contra a doença”, comenta o professor.

+ Veja como participar de uma corrida virtual!
+ Seu calendário completo de corridas está aqui.

Como lidar com a perda de apetite na Covid-19

A falta de apetite é um dos problemas comuns em pacientes com Covid-19. Se vier associada à perda de olfato e paladar, a hora da refeição fica ainda mais difícil. Neste caso, a dica dos nutricionistas é evitar que as refeições sejam monótonas. Uma saída é utilizar temperos naturais e caprichar na aparência dos pratos.

“Quanto mais agradável for a refeição, melhor. O cardápio deve ser variado e a sugestão é que o paciente coma com atenção plena, calma e escolha um local arejado e tranquilo, na tentativa de tornar esse momento o mais prazeroso possível”, diz o professor do UNICURITIBA, Jhonathan Andrade.

O nutricionista Sérgio Ricardo de Brito reforça que mesmo não sendo responsável por prevenir a contaminação por coronavírus, uma alimentação equilibrada é suficiente para evitar outras doenças oportunistas. “A qualidade, quantidade, harmonia e adequação dos alimentos e nutrientes têm se mostrado muito eficiente para a saúde da população.”

Para conter o aumento da obesidade e as doenças crônicas não transmissíveis relacionadas a processos inflamatórios do organismo, a recomendação é evitar alimentos ricos em gorduras saturadas, como biscoitos recheados, snacks, macarrão instantâneo, refrigerantes, sucos em pó, balas e chocolates com alto teor de gordura.

Leia também:

– Alimentação pré e pós treino: o que consumir?
– Exercícios para manter o core fortalecido
– 6 dicas para começar adotar hábitos saudáveis 
– Má postura no exercício ou no dia a dia? Dor no ombro ao correr? Confira as dicas do ortopedista!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts