De maratonista a triatleta

Essa não é mais uma coluna para falar sobre o sonho de completar o primeiro Ironman, nem de falar sobre a planilha das 20 semanas para o desafio. O objetivo aqui é mostrar a transição de uma simples maratonista amadora para o universo do triathlon. Dos primeiros shorts, aos olímpicos, 70.3 IM e, logicamente, daqui a uns anos, o tão sonhado Ironman.

Meu nome é Giselli Souza, tenho 36 anos, corro há 11 e desde criança sonho em fazer triathlon. Na minha infância caiçara, em Santos, comecei a nadar com pouco mais de 1 ano de idade, por indicação médica devido a minha bronquite asmática. Pedalava para ir à escola e também para surfar no Guarujá, na praia de Pernambuco e do Tombo, onde passei grande parte da minha adolescência.

Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

Como corredora, já fiz cinco maratonas, mas ainda não consegui meu sub 4h. Passei raspando na Maratona de Buenos Aires neste ano, com 4h09, e meu objetivo até 2020 é conseguir diminuir meu tempo para conquistar o índice para Boston.

Imagino que neste momento você deva estar se perguntando: com tantas metas na corrida o que você pretende fazer no triathlon? Bom, voltando à infância caiçara, o triathlon sempre foi o meu grande sonho esportivo. Bem mais do que fazer provas, me vejo envelhecendo treinando as três modalidades que sempre me acompanharam, de uma forma ou de outra, durante toda a minha vida.

A grande sacada disso tudo e é esse o objetivo desta coluna é que embora eu tenha uma certo lastro esportivo, isso vale muito pouco no triathlon. O universo tri é completamente diferente do universo da corrida, que é igualmente diferente do ciclismo e da natação. É claro que o treinamento envolve as três modalidades separadamente e não só transições e simulados, mas o universo tri requer mais do que tudo disciplina e renúncia.

Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

Por se tratar de um esporte caro e que exige um treinamento diário, às vezes em dois períodos, é um universo que acaba sendo restrito a poucas pessoas. Na maioria homens. Logicamente existem mulheres altamente competitivas e de excelente performance também, mas o que pouca gente fala é: como fazer parte deste mundo? Que bike comprar? Como perder o medo de nadar no mar? Pode onde devo começar?

E é exatamente sobre tudo isso que o Tri Girls Brasil vai falar. Os primeiros tombos, como escolher a sua primeira bike, como superar o medo de nadar no mar, a mudança no pace da corrida para a terceira transição e, finalmente, quem são as meninas do tri que nadam, pedalam e correm (muito) e que podem compartilhar experiências com a gente.

Diariamente, vocês também podem acompanhar a minha rotina de treinos pelo meu instagram pessoal @giselli_souza e no my stories. Perguntas, comentários, críticas e sugestões podem ser feitos aqui e são todos bem-vindos. Só lembrando que a pessoa que também escreve aqui está vivenciando, na prática, o início desta jornada no esporte e que muitas das perguntas poderão ser respondidas pelos meus treinadores da Run&Fun.

Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

Juntas, espero não só ir dividir a minha jornada rumo ao meu primeiro 70.3 em 2017,mas também atrair e unir cada vez mais mulheres no triathlon. Como sempre, juntas somos mais fortes.

Este texto foi escrito por: Giselli Souza

Redação Webrun

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