• Saúde - Você é dependente da corrida? Psicólogo explica como isso pode ser ruim

Você é dependente da corrida? Psicólogo explica como isso pode ser ruim

Foto: Adobe Stock

Não é novidade para ninguém os inúmeros benefícios que a corrida traz aos seus praticantes. Além de ajudar a controlar o colesterol, aumentar a massa muscular e óssea, reduzir a gordura corporal e minimizar as chances de desenvolver doenças cardíacas, osteoporose e hipertensão; a corrida também diminui o estresse, combate depressão e melhora a concentração. 

Com tantos pontos positivos assim é difícil imaginar que a modalidade pode se tornar um vício e trazer efeitos negativos. Mas, assim como qualquer outro hábito em excesso, quando a corrida causa dependência, o que era saudável pode começar a fazer mal. Com tantas opções de provas para correr e distâncias a se alcançar é preciso tomar cuidado para o esporte não se tornar uma obsessão.  

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O que a corrida causa no nosso corpo?

Assim como outras modalidades esportivas, a corrida é responsável por liberar hormônios no nosso corpo, como a serotonina e a endorfina, são eles que podem causar vício. “Estes hormônios liberados pelo cérebro durante a  corrida trazem uma sensação de bem estar, ou seja, uma sensação boa, algo que buscamos intensamente ao longo da vida”, afirma Dr. Yuri Busin, psicólogo e doutor em neurociência do comportamento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e  Diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (CASME). 

Segundo o Dr. Busin, o efeito da corrida como um vício negativo está muito mais ligado à exigência que cada um faz a si mesmo, do que aos efeitos que a prática causa. “Apesar de poder se tornar um vício, isso é algo mais difícil de acontecer. O que pode ocorrer é uma autocobrança muito grande a ponto de fazer com que o esporte deixe de ser um hábito saudável e passe a causar malefícios, como por exemplo, a exaustão, deixar de realizar tarefas devido a isso e fazer com que a sua vida gire em torno da corrida”, explica. 

Equilíbrio é o segredo

A busca por novos objetivos é uma constante para quem corre, mas é preciso impor conquistas alcançáveis à sua realidade, sem exageros e tendo equilíbrio para conciliar o esporte com as outras atribuições do dia a dia. Um corredor profissional deve ter um grande desempenho; uma pessoa que corre para ser saudável e por gostar muito do esporte também pode querer fazer bons resultados, mas são pessoas diferentes, com objetivos, limitações,  e treinos diferentes. A corrida não pode ser o centro de tudo. 

“Aqui a palavra chave é obsessão. Uma obsessão não é algo saudável, pois tudo na vida da pessoa estará ligado a sua obsessão, trazendo diversos sentimentos negativos por não conseguir realizar as atividades e até mesmo uma ansiedade grande relacionado a isso”, ressalta o psicólogo.

Como avaliar o que a corrida é na sua vida?

“Uma forma de se notar se a corrida já não está mais sendo saudável é pensar as consequências negativas que podem estar sendo geradas a partir dela, como por exemplo: exaustão, machucados, deixar de realizar outras tarefas bem importantes, etc. Avaliar a si mesmo é ótimo para ter essa percepção”, afirma Busin.

Se depois de listar os efeitos positivos e negativos que a corrida traz a sua vida, você perceber certos exageros, é preciso reavaliar a importância que você está dando a ela. “Vale ressaltar que correr não é ruim, na verdade é muito bom. Porém, quando qualquer esporte se torna uma obsessão, principalmente para os esportistas amadores, é  importante buscar ajuda de um psicólogo”, finaliza.

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Carolina Abrantes
Estudante de jornalismo, já metida a repórter. Encantada pelo mundo dos esportes e pela forma como eles podem mudar a vida das pessoas.
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