Dobradinha queniana na São Silvestre

Robert Cheruiyot  25  sagrou-se bicampeão com o tempo de 44:43 (foto: Luiz Doro Neto)
Robert Cheruiyot 25 sagrou-se bicampeão com o tempo de 44:43 (foto: Luiz Doro Neto)

São Paulo – A 80ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre teve dobradinha queniana. Os atletas Robert Cheruiyot (44:43) e Lydia Cheromei (53:01) foram os vencedores da prova mais tradicional do Brasil. A dupla confirmou o favoritismo e garantiu mais um troféu da São Silvestre. Isto porque ambos já venceram a prova anteriormente. Cheruiyot havia conquistado o lugar mais alto da competição em 2002 e Cheromei em 1999 e 2000.

Se para os espectadores a prova parecia fácil, para os campeões a corrida foi difícil. “O calor dificultou a prova e eu não gostei do meu tempo final, queria chegar com menos de 50 minutos”, revela Cheromei. “Mesmo assim estou feliz por ganhar”, acrescenta.

Mas a festa não foi só do Quênia. O pódio feminino foi composto por três atletas brasileiras. Lucelia Peres foi a segunda colocada, com o tempo de 54:18, seguida por Adriana da Silva (54:20), a “Adrianinha”, que realizou um sonho de infância. ”Desde os 12 anos eu queria subir no pódio da São Silvestre e hoje isso aconteceu”, conta Adriana da Silva. A quarta colocação ficou para a queniana Peninah Cheruto (55:11) e o quinto lugar para a baiana Marily dos Santos, com 55:36.

Entre os homens o único brasileiro que subiu ao pódio foi Clodoaldo Gomes da Silva. Ele ultrapassou o adversário queniano nos últimos metros da prova e garantiu a quinta colocação no tempo de 45:41. A São Silvestre foi a terceira prova do ano para o brasileiro que se recupera de uma contusão. “Essa foi uma prova de recuperação porque em janeiro estava com uma tendinite no pé”, conta. “Mas a esperança é a última que morre e chegar em quinto lugar é na minha situação o mesmo que vencer”, acrescenta com sorriso no rosto.

O segundo lugar masculino ficou para o etíope, que correu pela Austrália, Sisay Bezabeh, com 45:06. Já a terceira posição foi para o queniano irmão de Cheruiyot, Stephen Biwot (45:28) seguido pelo compatriota Benson Barus.

Amadores – Além dos atletas de elite cerca de 15 mil pessoas participaram da São Silvestre. Mesmo no último dia do ano muitos corredores não fraquejaram em correr 15km de prova numa temperatura média de 30 graus.

Muitos correram fantasiados, mas quase ninguém correu no estado de Joseane dos Santos de Oliveira , gravida de seis meses. Aos 32 anos Joseane participa pela 15ª vez da prova. “Todo ano eu participo da prova e eu não ia ficar de fora só porque estou grávida”, revela.

Paradesportos – Quinze minutos antes da largada feminina foi a vez dos atletas portadores de deficiência física. O grupo largou antes. E o triathleta santista, Pauê, estava presente na corrida por um único motivo. Ele perdeu as duas pernas há quatro anos e hoje usa prôtese.

“Essa é minha primeira São Silvestre e meu intuito aqui é incentivar o esporte para deficientes físicos. E com isso alavancar a categoria que prospera no país fazendo que o esporte paraolímpico se torne referência para aqueles que tem algum tipo de deficiência”, finaliza Pauê.

Este texto foi escrito por: Donata Lustosa

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts