Dor atrás do tornozelo pode ser síndrome do impacto posterior

A síndrome do impacto posterior do tornozelo (SIPT) é uma lesão que ocorre na região de partes moles posterior ou no segmento ósseo do lado posterior (interno) do tornozelo. O local da lesão é a porção posterior do talus, o osso do tornozelo, que se encontra com a parte inferior da perna (tíbia). A SIPT pode ser identificada como uma questão aguda que ocorre de um incidente traumático específico ou crônica de uma flexão plantar forçada repetitiva de baixo grau, que é definida como apontar os dedos dos pés e o pé para o solo (como ocorre com as bailarinas).

Quais são os sintomas da síndrome do impacto posterior?

– Dor, vermelhidão, inchaço e calor no tornozelo posterior (internamente);
– Dores que se tornam piores ao apontar os dedos dos pés e pé para baixo;
– Sentir dor com atividades como correr, saltar ou descer escadas e descidas.

Dor atrás do tornozelo pode ser síndrome do impacto posterior
Foto: Adobe Stock
Fatores de risco

– Atletas que participam de esportes que envolvem flexão plantar repetitiva, como bailarinas, ginastas e jogadores de futebol;
– Atividades que envolvem trauma enquanto o pé é flexionado plantar;
– Lesão no tornozelo antiga, principalmente as que geram instabilidades;
– Sapatos não adequados ou atleta inadequadamente equipados.

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Tratamento

A fisioterapia pode ajudar no gerenciamento da dor, restaurar a amplitude de movimento, manutenção da força muscular, aumentar o equilíbrio, recuperar as habilidades funcionais e restaurar os padrões de movimento normais.

Algumas das técnicas utilizadas para reduzir a dor podem incluir massagem com gelo e estimulação elétrica. Para recuperar o movimento, eles podem realizar mobilizações que ajudam o tornozelo a começar a se mover normalmente.

O fortalecimento dos músculos do tornozelo pode ajudar a auxiliar a mecânica articular adequada, diminuindo o risco de problemas futuros.

O treinamento de equilíbrio pode ajudar a tornar o seu tornozelo mais estável em conjunto com o fortalecimento, a fim de evitar mais lesões, progredindo para atividades mais funcionais para ajudar a retornar ao seu esporte e atividades diárias.

Na maioria dos casos onde existe uma saliência óssea (processo de stieda), faz-se necessária a remoção cirúrgica, que hoje é feita via artroscópica (por vídeo) onde a recuperação é rápida e eficaz, além de resolutiva.

*Este texto foi escrito por: Dra. Ana Paula Simões

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Redação Webrun

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