Emoção marca chegada dos triatletas no Ironman Brasil 70.3

A largada aconteceu na Praia da Armação (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
A largada aconteceu na Praia da Armação (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

No último sábado cerca de 800 atletas disputaram a edição 2011 do Ironman Brasil 70.3 na cidade de Penha, em Santa Catarina, prova com distâncias de 1,9 quilômetro de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida nos arredores do Parque Beto Carrero World. Na elite a vitória ficou com Adriano Saccetto e Susana Fastner, mas a emoção maior ficou por conta daqueles que chegaram após os profissionais.

Direto de Penha (SC) – Foram vários meses de treinamento duro, eventos sociais perdidos, despertador tocando antes do amanhecer e muita dedicação e força de vontade. Tudo isso com o objetivo de cruzar a linha de chegada no tempo máximo estipulado pela organização: oito horas.

A largada aconteceu às 9h30 na Praia da Armação, mas muito antes os triatletas já estavam com os pés na areia para receberem a pintura do número em seus corpos. O mar gelado não desencorajou os guerreiros, que se concentravam e imaginavam o percurso para que tudo desse certo.

A organização autorizou a saída e rapidamente água foi tomada por centenas de pessoas com suas roupas de borracha, que mais pareciam pinguins num nado sincronizado em direção à primeira bóia. Após a primeira etapa vencida, no caminho até a área de transição o desafio era se livrar da roupa de borracha o mais rápido possível para chegar até a bicicleta.

Na saída para o pedal muitos se descuidaram com o piso escorregadio e caíram sentados no chão, nada que os fizessem desistir de continuar em frente. O último competidor a sair da água foi Bruno Genovez, que cruzou o pórtico faltando 15 segundos para o tempo limite.

Final – No ciclismo os triatletas pegaram um pouco de vento e uma garoa intermitente, o que aumentou o grau de dificuldade. O público se reuniu em peso para acompanhar a prova, assim como os staffs, que aplaudiam e davam gritos de incentivo a todos que passavam pelos postos de hidratação.

Na corrida o clima permaneceu o mesmo, mas com uma temperatura mais baixa, condição boa para quem pretendia baixar o recorde pessoal. Após todos os obstáculos vencidos alguns ainda tinham energias para um salto na linha de chegada, outros choravam e alguns caíam no chão completamente esgotados fisicamente.
“Foi uma prova sensacional, superação total. A água estava gelada, tinha um pouco de vento, mas deu para pedalar forte e a corrida foi o mais complicado para mim”, conta Rodrigo Muraro. “Mas valeu a pena e está totalmente aprovada. É um estilo de vida fantástico”, conta o marinheiro de primeira viagem na distância.

Já Maria Luiza Gennari estreou no triathlon durante o 70.3 e se diz satisfeita com o resultado final. “A parte de natação é um pouco difícil para mim, na bike teve chuva, vento e tive que diminuir o ritmo, mas na corrida consegui compensar”, conta a atleta da categoria 30 a 34 anos. “Foi o primeiro triathlon da minha vida e treinei desde janeiro. Fui muito disciplinada e isso foi importante, pois fiz uma prova tranquila e baseada nos treinos”, completa a paulista que treina na USP e no Clube Pinheiros.

Já a catarinense Alessandra Carvalho, que já chegou entre as cinco melhores em edições passadas, dessa vez foi a décima entre as mulheres e completou a prova sentindo muitas dores musculares. “Considerei um bom resultado pelas dificuldades que passei, pois corri 20 quilômetros com câimbra e só pelo fato de chegar abaixo de cinco horas fiquei muito feliz”, conta a atleta que marcou 4h52min47.

Último colocado – Bruno Genovez, que havia saído da água faltando 15 segundos para o tempo limite, foi o último colocado da prova e cruzou a linha de chegada 11 minutos após o término oficial da competição. Para animá-lo, staffs, locutores e outras pessoas envolvidas com a organização vieram correndo com ele até a linha de chegada, enquanto a equipe de fisioterapeutas correu para a arquibancada para aplaudir e incentivar o triatleta.

“Pensei em desistir várias vezes, mas segui firme até o final”, relata. “Fiz oito meses de treinamento, mas sofri um acidente de bicicleta e só voltei a andar quatro meses antes da competição”, completa Bruno, que recebeu das mãos da namorada a medalha de finisher.

O Ironman Brasil 70.3 distribuiu 50 vagas para os atletas amadores disputarem a final do circuito em Las Vegas em 2012.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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