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Eritropoetina: o que é o doping por EPO?

Substância proibida pela Agência Internacional Antidoping é capaz de melhorar a resistência de atletas

Foto: Adobe Stock

A eritropoetina é um hormônio secretado pelo rim que, em pessoas saudáveis, estimula a medula óssea a elevar a produção de células vermelhas do sangue, as hemácias. Já a eritropoetina sintética, mais conhecida como EPO, é um medicamento de uso controlado produzido por meio de técnicas de DNA recombinante. Sua ação é a mesma que do hormônio produzido em nosso corpo e é usado principalmente para o tratamento de anemia associada à insuficiência renal crônica e por portadores de HIV.

Apesar de ser um medicamento que requer cuidados, seu uso quando feito por atletas saudáveis é capaz de aumentar a resistência.. Por isso, a substância hoje é considerada ilícita no mundo do esporte e proibida pela Agência Internacional Antidoping.

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Eritropoetina: doping sanguíneo

De uns anos para cá, diversos triatletas, corredores e ciclistas foram pegos em exames antidoping e suspensos por causa da eritropoetina. Isso porque o EPO, quando usado em grande quantidade, provoca o aumento da produção de células vermelhas no sangue, ou seja, altera sua composição natural, o que classifica seu uso como doping sanguíneo.  

Como o EPO age no organismo?

O EPO provoca o aumento da capacidade de oxigenação dos músculos, devido a maior produção de células vermelhas no sangue. Mais oxigênio no sangue significa mais oxigênio alcançando os músculos para a produção de energia aeróbica, o que na prática, faz com que o atleta se torne mais resistente e desenvolva uma melhor performance em sua modalidade, uma vez que ele se cansa menos. 

Quais os riscos para saúde causados por este tipo de doping?

Essa mesma substância que é capaz de oferecer melhoras no rendimento, também coloca em risco a saúde de quem a utiliza sem a devida prescrição médica.

O aumento de produção de células vermelhas pela eritropoetina torna o sangue mais denso, podendo bloquear os vasos sanguíneos e ocasionar diminuição dos batimentos cardíacos e até mesmo um  infarto. Além disso, o uso do EPO também causa hipertensão, pode levar a convulsões e aumentar o risco de trombose venosa e tromboembolismo pulmonar.

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Carolina Abrantes
Estudante de jornalismo, já metida a repórter. Encantada pelo mundo dos esportes e pela forma como eles podem mudar a vida das pessoas.
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