Já correu 42 km no asfalto e vai estrear na maratona trail? Veja as dicas

Para quem já está craque nos 42,195 km no asfalto, participando de maratonas tradicionais, provavelmente já experimentou ou pensou em entrar no mundo trail run. Com isso é possível conhecer as diferenças, pelo menos nas provas mais curtas, e mesmo assim vale lembrar alguns detalhes que mudam consideravelmente como a postura, logística e preparação, quando a distância volta a ser longa.

É muito importante se preparar para uma prova como esta. Mesmo que você já seja um maratonista Foto: zinaidasopina112/Fotolia
É muito importante se preparar para uma prova como esta. Mesmo que você já seja um maratonista Foto: zinaidasopina112/Fotolia

“A primeira diferença está exatamente na mística distância. Nas provas de montanha temos uma tolerância para mais ou menos na quilometragem e isso pode ter alterações oficialmente aceitas. Existem alguns fatores, como a própria natureza, que podem ser a causa”, explica o treinador da Nova Equipe Assessoria Esportiva e ultramaratonista, Emerson Bisan.

O material check list de largada não é simplesmente um porta número e alguns sachês de gel, existem até regras de equipamentos obrigatórios como, por exemplo, head lamp (lanterna de cabeça), medicamento antialérgico, manta térmica, quantidade de água mínima na mochila, agasalhos como (anorak ou corta vento) e toda uma lista, que pode até ser checada pela organização no meio da competição. Em alguns eventos, caso o corredor não cumpra com todos os itens da lista, ele corre o risco de ser desclassificado.

O tênis exige um grip (garras no solado), a falta dele pode compromete sua participação na prova. Veja abaixo algumas dicas de Emerson para quem vai fazer sua primeira maratona trail run:

Seguir as dicas de um profissional também é muito importante Foto: lukas/Fotolia
Seguir as dicas de um profissional também é muito importante Foto: lukas/Fotolia

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Plano de prova

No asfalto criamos um plano e ritmo, baseado em pace ou minutos por km de cada trecho de prova. Já nas trilhas essa estratégia é baseada no perfil altimétrico da corrida e locais de maiores exigências técnicas.

Alimentação

Não se restringe a cinco sachês de gel e água distribuída, mas um completo arsenal que, dependendo da duração, pode ser o dobro dos 42 km de rua, envolvendo até mesmo macarrão, batatas, isotônicos, sendo que muitas vezes é o atleta que carrega esses “lanches”.

Ritmo de prova

A dosagem de velocidade não é rigorosa em pace, pois temos quilômetros que podem durar dezenas de minutos e a paciência para enfrentar as subidas, erosões, buracos, trilhas, árvores e rios, fazem com que esse ritmo seja ditado por percepção de esforço.

Beleza natural

Esse é a grande vantagem de correr nas montanhas, seja qual for a distância, pois no momento de maior dificuldade é onde o visual fica mais amplo e belo.

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Gabriel Gameiro

Gabriel Gameiro

Estudante de jornalismo, que caiu no mundo dos esportes por acidente e com o tempo aprendeu a amar. Gosta do que faz e apesar de ainda não ser um corredor ama fazer spinning e cobrir corridas.

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