Exames de imagem devem ser feitos para uma boa recuperação

Freqüentemente vemos na imprensa notícias sobre atletas que dependem de um resultado de exame de imagem para saber se participarão ou não de uma competição.

Naturalmente, surge uma expectativa muito grande por parte do atleta antes de realizar um exame de imagem, como, por exemplo uma ressonância magnética, porque esse exame geralmente é mesmo decisivo. Há um medo de ser “cortado” de uma escalação ou de ser vetado para uma prova. E isso acontece seja ele atleta profissional, amador ou recreativo. Em muitas situações não participar de uma determinada prova, jogo ou competição pode ser realmente muito frustrante.

Porém, o esportista com dor, aguda ou crônica, precisa passar em consulta com um médico especialista em busca de tratamento. Entre fugir do diagnóstico de uma possível lesão e enfrentar de frente esse problema, este último é o mais recomendado. O esportista deve entender que essa é a oportunidade dele saber se ele tem ou não uma lesão.

Se os exames de imagem não mostrarem lesão alguma, o atleta ficará aliviado imediatamente e, depois de receber a orientação médica e algum tratamento, poderá retomar as suas atividades esportivas. No caso de um exame detectar a lesão, o atleta deve ver isso de uma forma otimista, pois com o diagnóstico preciso nas mãos, o seu médico poderá no ato programar o melhor tratamento: conservador (clínico) ou cirúrgico.

Exames como a ressonância magnética do sistema músculo-esquelético definem o tipo de uma lesão, seu grau ou gravidade e sua extensão. As informações obtidas pela ressonância são valiosíssimas para o médico do atleta, especialmente quando o exame diagnosticar uma lesão num estágio inicial, ou leve. Isso porque, com o tratamento que virá em seguida, o atleta terá a chance de evitar que essa lesão se agrave e, provavelmente, o retorno ao esporte será mais breve.

O esportista deve saber que lesões crônicas (de longa duração) são muito mais difíceis de serem tratadas pelos médicos do que lesões em estágios iniciais. O tratamento de uma lesão crônica poderá ser conseqüentemente mais longo e o retorno às atividades esportivas será ainda mais retardado.

Dois exemplos de lesões em que a ressonância magnética define sua gravidade e extensão:

1) Condromalácia Patelar: é uma alteração na cartilagem articular da patela (antiga rótula). Pessoas normais têm essa cartilagem de uma determinada espessura, sem nenhuma alteração de sua textura. Classificamos a condromalácia patelar em quatro estágios. Para simplificar, são estágios em que a cartilagem patelar vai progressivamente se afilando, portanto perdendo a sua função, até o estágio final, em que há perda total da espessura da cartilagem com exposição óssea (grau IV);

2) Síndrome do Estresse Tibial Medial (“canelite”): também é classificada em quatro graus, com sintomas às vezes parecidos. Se não for adequadamente diagnosticada e tratada, pode evoluir para os estágios seguintes até o grau IV, que é a fratura por estresse.

Se nem sempre é possível prever ou prevenir uma lesão no esporte, pelo menos podemos diagnosticar com bastante eficiência as lesões já existentes. Os exames de diagnóstico por imagem são úteis e muitas vezes essenciais para o diagnóstico precoce destas lesões e devem ser realizados quando solicitados pelos médicos.

Este texto foi escrito por: Dr. Milton Miszputen (Arquivo)

Redação Webrun

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