Existe uma hora certa para trocar o tênis?

Costuma se dizer que a corrida é um dos esportes mais fáceis de praticar, já que para começar você só precisa colocar um tênis no pé e partir para as ruas. Mas engana-se quem acha que o pisante não precisa de cuidados e atenção especial de quem o utiliza.

O bacharel em esporte e proprietário da assessoria 4any1, Aulus Sellmer afirma que sim, existe hora certa para trocar seu tênis. “Muitos fabricantes recomendam entre 400k e 500k, mas na minha opinião nessa quilometragem o tênis ainda possui todos os sistemas de distribuição de impacto sem alterações significativas”. O treinador alerta que um modelo costuma durar no máximo dois anos, já que o desgaste e as ações do meio ambiente fazem com que o tênis perca sua capacidade e vá se deteriorando, mesmo que não tenha completado a quilometragem.

“É importante que o corredor observe o gasto da sola, estado do cabedal e perceba se há alguma sensação diferente da solta intermediária ao correr. Além da preocupação com a performance, o mais importante é que o corredor fique atento a prováveis lesões que podem acabar prejudicando a performance pelas interrupções, tudo isso devido a um modelo antigo”, explica Aulus.

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Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Tatiana Abreu, sócia fundadora e fisioterapeuta da FisioRun, alerta que para a hora certa de trocar o tênis, o indivíduo deve observar quanto corre por semana e o seu tipo físico. “Deve-se trocar um modelo avaliando mais a quilometragem do que o tempo de uso. Mesmo visualmente bonito e bem conservado por fora, pode ser um grande perigo. Você deve sentir o momento certo de aposentá-lo”.

A principal dica da fisio é que o corredor sinta-se confortável. “O melhor tênis depende do atleta. Existem alguns modelos que eu me adapto e outra pessoa não consiga nem usar, então isso é algo muito pessoal. O importante é que exista um sistema de amortecimento eficiente independente do modelo”.

“Se o corredor não troca o tênis na hora certa podem surgir várias lesões por sobrecarga de impacto nas articulações como, por exemplo, canelite, fratura por stress, algumas compensações na patela, instabilidade do joelho, tendinite por sobrecarga, lesões de quadril e outras lesões por impacto repetitivo. Também pode haver uma mudança na forma que o corredor pousa o pé na hora da passada, tornando-o mais suscetível a ter lesões”, explica.

Lembre-se sempre que é melhor investir em um tênis melhor, do que ter que investir em sua recuperação por um possível dano.

Este texto foi escrito por: Christina Volpe

Aulus Sellmer

Aulus Sellmer

Bacharel em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP) com especialização em treinamento desportivo pela USP, marketing esportivo pela UCLA Berkeley EUA e administração esportiva pela FGV-SP. Atualmente é pos graduado no curso MBA Qualidade de Vida em Gestão Corporativa pela Universidade São Camilo; pos graduando no curso Fisiologia aplicada à clínica pela UNIFESP; proprietário da assessoria esportiva 4any1, colaborador da Rádio Eldorado FM 107,3 e revista Contra Relógio.

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