Existem 9 tipos de fome, saiba como identificar

Não é nada incomum ouvir por aí “estou com fome de alguma coisa que não sei”. Parece uma frase injustificada, mas acredite, é possível ter esse sentimento. Isso porque o ser humano não tem apenas uma sensação, mas nove tipos de fome. “Nosso organismo interpreta as sensações pelos cinco sentidos. O modo como nos alimentamos influencia na saciedade e não somente falando no quê comemos, mas como”, explica a nutricionista de São Paulo, Andrezza Botelho. “Olhos, olfato, tato, paladar, cérebro, audição, células e coração são os principais ‘emissores’ das mensagens de fome e só estaremos devidamente saciados quando todos esses sentidos estão ‘alimentados’”, continua Andrezza.

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Existem 9 tipos de fome, saiba como identificar
Foto: Adobe Stock

Aprenda a reconhecer quais são os tipos de fome

A jornada da alimentação começa com o olfato: o aroma que sentimos quando estamos na preparação do que vamos comer (ou quando entramos em um restaurante e sentimento aquele “cheirinho” de comida). O primeiro dos tipos de fome é a que chamamos de fome do nariz. Ela também desperta quando o prato chega à nossa mesa.

A segunda parte da jornada da fome é aquela em que comemos com os olhos, ou seja, a fome ocular. Aqui é preciso ter atenção especial porque quando comemos sem foco na alimentação (vendo TV, de olho no celular, lendo revista, etc) nossos olhos não contemplam a refeição e a sensação de saciedade não é completa. Nosso olho precisa registrar o que estamos comendo para que também se sinta “satisfeito”

A fome que mais conhecemos é a fome da boca, aquela que saciamos ao sentir o sabor de cada alimento. Mais uma vez aqui é a atenção plena na alimentação que vai fazer com que você se sinta saciado. Preste atenção ao número de vezes que mastiga, na textura do alimento na boca… em cada detalhe desse momento que, muitas vezes, inclui a fome do tato: tocar o alimento, sentir sua consistência faz parte da experiência da saciedade.

Em quinto lugar na jornada da alimentação está a fome do ouvido, aquela que acontece quando ouvimos o barulho da panela de pressão cozinhando um feijão fresquinho ou o som de um belo molho de tomate fervendo na panela. Juntamente com o olfato, sons e cheiros são poderosos no despertar da fome. Ou na saciedade dela.

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As duas próximas etapas dessa jornada são as mais biológicas: a fome do estômago e do corpo. Nosso estômago emite sinais de que estamos precisando nos alimentar e o corpo também. Já sentiu dor de cabeça por estar com fome? É um recado das células de que você precisa colocar combustível para que elas sigam funcionando. Aprender a entender o funcionamento do organismo é fundamental para não comer além do necessário e ganhar peso.

Finalizando a jornada da fome temos as fomes mais abstratas: da mente e do coração. A fome mental é aquela que é impulsionada pela ansiedade, pela necessidade de mastigar alguma coisa por questões secundárias (nervoso, por exemplo) e a do coração é à que remete às lembranças: tendemos a comer mais um prato de uma comida que tenha sabor de “comida de vó” (basta ver o sucesso dos restaurantes caseiros por aí).

É importante que, na estratégia de perda de peso, você entenda todas as suas fomes porque não saciá-las pode fazer com que você coma da maneira errada, comprometendo seus resultados. “A grande chave do sucesso é aprender a fazer da hora da alimentação um momento dedicado à comida. Quanto mais focados nesse momento, mais nosso corpo entende a saciedade, controlando a quantidade de alimento ingerido”, finaliza Andrezza Botelho.

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Redação Webrun

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