Fábio Carvalho comenta os treinos para o Ironman

O sonho de Fábio é ser top 10 no Havaí (foto: Luis Pires/ Foto Jump)
O sonho de Fábio é ser top 10 no Havaí (foto: Luis Pires/ Foto Jump)

Fábio Carvalho é mais uma das esperanças brasileiras de pódio no Ironman Brasil, prova que acontece no próximo domingo (27) em Florianópolis (Santa Catarina). Ano passado ele decidiu participar em cima da hora e não conseguiu treinar muito bem, mas conta que para esse ano conseguiu se preparar com antecedência.

“Agora já estou na última fase, que é a mais gostosa, o pré-prova. Este ano consegui treinar muito bem, cerca de 400 quilômetros de bike, 70 a 80 de corrida e 20 de natação por semana”, conta o santista que foi sexto ano passado.

Além da participação em 2006, ele também competiu em 2000, época em que a disputa ainda acontecia em Porto Seguro (BA) e comenta que a modalidade teve uma evolução muito grande de lá para cá. “O Ironman hoje em dia cresceu demais, naquela época tinham entre 250 e 300 atletas e hoje são mais de 1000. Ainda bem, isso ajudou demais o esporte”.

O Ironman – Segundo ele, uma prova como essa propicia que diferentes tipos de competidores participem e também oferece um grande retorno de mídia aos patrocinadores. “O Ironman é acessível a todos, desde um profissional até alguém que queira apenas cumprir o trajeto. Tem desde jovens até atletas mais velhos e mais gordinhos, isso é bem legal”.

Fabinho tem na natação sua melhor modalidade e ressalta que apesar de a largada ser um momento um pouco mais tenso e apreensivo, dificilmente acontecem incidentes. “Apesar de ser uma largada forte, junto com os amadores, eles não vão para se matar no começo, então é bem tranqüila. Natação em mar aberto é um pouco técnica, depende do dia entra um vento, mas também já teve natação bem calma por lá”, ressalta. Como comparação com a prova de Porto Seguro, ele diz que as águas são mais frias e, por esse motivo a roupa de borracha é liberada, ao contrário da disputa baiana.

Já na bike ele define como “a parte que separa a nata do leite”. De acordo com o triathleta, nesse trecho da competição costumam se formar dois grupos, um que assume a ponta e briga pelo título e um segundo que segue mais atrás tentando buscar os líderes. “O ciclismo aqui em Floripa não é tão duro, mas tem a segunda volta com um ventinho. Ano passado no final da segunda volta tinha umas rajadas bem fortes”. Apesar das adversidades, ele está confiante. “Estou preparado para qualquer tipo de condição e quero fazer na casa das 4h40”.

O vento era um problema constante na prova de Porto Seguro, pois havia apenas um trecho de ida e um de volta e, se houvesse um vento contra certamente o desgaste seria muito maior. “Eram duas voltas, iam 45 quilômetros e voltavam 45. Então, se de repente estava ventando para ir a favor, você pegaria 45 quilômetros de vento contra. Aqui em Floripa você pega no máximo 20 quilômetros de vento contra e já retorna de novo, o que ajuda”, lembra.

Por fim, mas certamente não menos importante, chega o trecho de corrida onde se define a prova e onde muitos atletas podem perder a liderança conquistada no ciclismo. “A corrida é onde a prova começa mesmo e vai se definir. Se você não guardou energia, pode ter certeza que não vai ser fácil. Tudo depende da estratégia e da alimentação na bike”. Apesar de classificar como mais dura do que em Porto Seguro, como meta ele pretende fazer em 2h55 e chegar entre os três primeiros.

O grande sonho de Fábio Carvalho é se tornar um atleta de ponta internacional e, obter a vaga para o mundial, será seu primeiro passo. “Desde que eu comecei a fazer triathlon, sempre quis ser um grande Ironman e quero realizar isso nos próximos anos. Meu maior sonho atualmente é ser Top 10 no Havaí. Primeiro meu objetivo é classificar e depois realizar esse sonho”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts