Fome física ou emocional? Entenda como a comida preenche vazios

Geralmente associamos o excesso de peso à má alimentação ou a falta de atividades físicas. Buscamos um nutricionista ou um educador físico para nos orientarem com a dieta adequada e o treino eficiente. Mas nem sempre conseguimos colocar em prática o que precisa ser feito. E você sabe por que isso acontece?

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Excesso de peso costuma ser relacionado principalmente à má alimentação, à ingestão exagerada de comida e ao sedentarismo. E poucas vezes paramos para perceber que esse problema começa na mente. Aprendemos desde pequenos a alimentarmos nossas emoções com a comida, então comer passou a ser um hábito automático e inconsciente.

Para muitos a comida virou o melhor amigo, pois sempre está disponível, nunca nos rejeita e faz nos sentirmos bem – ao menos momentaneamente. Ainda usamos a comida para preencher vazios que são geralmente emocionais, pois comer nos proporciona prazer ou nos tira o foco de alguma eventual dor que estamos sentindo e não sabemos como lidar.

Usamos a comida para preencher vazios que são geralmente emocionais Foto: Maksymiv Iurii/Fotolia
Usamos a comida para preencher vazios que são geralmente emocionais Foto: Maksymiv Iurii/Fotolia

Precisamos entender que existem dois tipos de fome: a fome física, que é quando realmente sentimos necessidade de comer, e a fome emocional, aquela que utilizamos por qualquer outro motivo. A fome física geralmente acontece três vezes por dia, pois nossa digestão leva de 4-5 horas para se completar. Então se você comeu o seu almoço até se saciar e depois de duas horas está com fome de novo, certamente não é a fome física que você está sentindo.

A fome emocional surge a partir de sentimentos. As pessoas comem por vários motivos ligados às emoções – comem porque estão entediadas, estressadas, tristes, irritadas ou até alegres. Agindo assim, atribuímos significados distorcidos a alimentação e a comida passa a assumir um papel que não é dela.

A fome emocional surge a partir de sentimentos Foto: Henrik Dolle/Fotolia
A fome emocional surge a partir de sentimentos Foto: Henrik Dolle/Fotolia

O ideal é suprir essas emoções sem ser com alimentos. Se estamos cansados, vamos tirar uma soneca ou pelo menos levantar as pernas e descansar. Se estamos estressados, vamos usar técnicas de respiração profunda, tomar um chá calmante, tomar um banho relaxante ou ouvir uma música que nos faça bem. Quando comemos para lidar com nossas emoções, estamos ignorando o problema, mascarando-o temporariamente.

Mas para atingirmos esse nível de consciência, não precisamos adotar a dieta da moda ou o treino das blogueiras. E sim entrarmos em um processo de autoconhecimento: a consciência é o primeiro passo para a mudança. Já que comer é um comportamento inconsciente e impulsivo, poucas vezes paramos para analisá-lo. E vamos assistindo a essas armadilhas emocionais causarem estragos no nosso corpo.

O ideal é suprir essas emoções sem ser com alimentos Foto: Glisic Albina/Fotolia
O ideal é suprir essas emoções sem ser com alimentos Foto: Glisic Albina/Fotolia

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Elaine Lopes

Elaine Lopes

Psicóloga graduada pela Universidade Católica de Santos e especialista em Transtornos Alimentares e Obesidade, formada pela FMUSP em parceria com o Hospital das Clínicas. Possui formação em Master Practitioner em PNL e Coaching Sistêmico. Além do atendimento clínico, atualmente é sócia-proprietária e responsável pela divisão de saúde e bem-estar da Soar Desenvolvimento Humano. Idealizadora do projeto Emagreça de Dentro Para Fora, criadora da metodologia de emagrecimento que leva o mesmo nome, e que a fez emagrecer 28 quilos. Ministra o curso Viva Leve! Reprograme sua mente e emagreça e o curso online Pense Leve.

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