Quais hormônios podem interferir na perda de peso? Médica explica

Falamos muito em modos milagrosos para alcançar a perda de peso. Todos os dias surgem novas dietas, algumas que prometem milagres e alguns métodos são até mesmo duvidosos.

No entanto, é preciso entender que para emagrecer, todo o sistema hormonal precisa estar funcionando corretamente. Só assim o emagrecimento acontecerá de maneira eficaz. Por isso, vamos falar hoje sobre alguns hormônios que precisam estar “ok” para que contribuam à sua perda de peso, mas antes, vamos esclarecer: O que são hormônios?

Os hormônios são substâncias químicas responsáveis por controlar várias funções do organismo. Essas substâncias são produzidas e lançadas no sangue pelo sistema endócrino ou por neurônios especializados, funcionando como um sinalizador celular.

Quais hormônios podem interferir na perda de peso? Médica explica
Foto: Adobe Stock

Os principais hormônios do corpo humano são o GH (hormônio do crescimento), a tiroxina (T4), o ADH (antidiurético), a adrenalina, a insulina, o estrogênio, a progesterona, a prolactina, a testosterona,  entre outros.

Existem alguns hormônios que são mais importantes nesse processo de perda de peso e de hipertrofia muscular. Por isso é preciso estar com todos eles controlados, para poder auxiliar no metabolismo como um todo; veja quais são:

Tireoide 

O primeiro deles e o mais falado é o da Tireoide.

Os hormônios da tireoide tem total influência sobre o metabolismo do corpo inteiro e eles fazem muita diferença.

“Tem muita gente que fala que engorda por causa “da tireoide’, mas não é bem assim. O hipotireoidismo é quando a tireoide produz os hormônios em uma quantidade diminuída. Com certeza isso desacelera o metabolismo do corpo e quando isso acontece, a pessoa vai ter uma dificuldade em emagrecer, mas dizer que ganhou 10, 15, ou 20 quilos por problemas na tireoide é irreal. O que pode haver é uma junção do hipotiroidismo mal controlado com a má alimentação, os gastos energéticos e a falta de atividade física. A tireoide tem sim a sua influência, mas o que a gente precisa, é de um adequado controle hormonal”, explica a Dra. Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, membro da SBEM e pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia.

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Testosterona

A Testosterona é outro hormônio que faz parte de todo esse processo, ela é relacionada diretamente com ganho de massa magra e com a redução do percentual de gordura. Sobre a testosterona, a Dra. Bruna Marisa faz um alerta:

“A maioria das mulheres usam anticoncepcional, que tem hormônios femininos, e o uso desses hormônios interferem totalmente na testosterona. É necessário o acompanhamento médico para dosar esses hormônios, interpreta-los, a ponto de ajudar no controle ideal desses hormônios para o auxílio desse processo de emagrecimento”.

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GH

O GH é o hormônio responsável pelo crescimento e estimula a reprodução celular em humanos e outros animais vertebrados.

“Este hormônio faz toda a diferença no processo de perda de peso e por isso,  é importante saber como está o seu sono, se você  acorda descansado, se dorme pelo menos de 6 a 8 horas por noite, porque a produção do GH é a noite e acontece em picos, de acordo com o ritmo circadiano. A pessoa que dorme mal, ou que acorda várias vezes ou sente que está sempre cansado, pode estar passando por uma deficiência de produção deste hormônio e isso atrapalha o emagrecimento, pois o GH é um hormônio lipolítico e precisamos dele funcionando adequadamente para que tenhamos um melhor funcionamento desse metabolismo e da ação de quebra de gordura, que facilita no processo de emagrecimento”, esclarece Dra. Bruna Marisa.

Cortisol

O cortisol é um hormônio que aumenta a glicose. É um corticosteroide da família dos esteroides, produzido pela parte superior da glândula suprarrenal diretamente envolvido na resposta ao estresse. O cortisol é um dos hormônios contrarreguladores que aumenta a glicose. O estresse aumenta o cortisol e o cortisol aumenta a glicose.

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Estresse: o inimigo do emagrecimento

Não vamos deixar de nos estressar, mas precisamos aprender a não deixar que o estresse continue nos atingindo ao longo do dia. Segundo a Dra. Bruna Marisa, o segredo está em saber gerenciar esses conflitos, saber lidar com os problemas, não ficar pensando ou remoendo estes problemas. A diferença está em como você vai encarar e reagir aos acontecimentos naturais, para que isso não interfira negativamente na sua saúde.

Quando é preciso fazer reposição hormonal? 

“Depois de uma minuciosa avaliação médica, se for preciso, a reposição hormonal, tanto feminina quanto masculina, deve ser feita quando repercute no corpo e na mente, porque a mente está totalmente ligada aos hormônios; e aí tudo começa a depender dos nossos pensamentos, de como encaramos e respondemos a cada situação. Tudo isso é muito importante”, ressalta Dra. Bruna Marisa.

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Redação Webrun

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