IAU 100km World Cup 2001

Marcio Oliveira obtêm excelente resultado em Cleder (foto: Ivan Storti)
Marcio Oliveira obtêm excelente resultado em Cleder (foto: Ivan Storti)

A cidade de Cléder, na França, recebeu o Campeonato Mundial de Ultramaratona, (IAU 100K World Cup 2001), competição organizada pela Associação Internacional de Ultramaratonistas com supervisão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).
O novo campeão mundial é o japonês Yasufumi Mikami, que completou os 100 Km da prova com o tempo de 6:33:28 (ritmo de 3:56”min/km).

O norte-americano Rich Hanna sagrou-se o vice-campeão, chegando mais de 10 minutos depois marcou o tempo de 6:43:39 (ritmo de 4:02min/km). Hanna foi seguido do vencedor de 2000 – disputado na Holanda – o francês Pascal Fetizon com o tempo de 6:44:48.

O grande destaque brasileiro foi o corredor Márcio de Oliveira Batista (Memorial) que aos 32 anos conquistou a 7º colocado no Mundial com a marca de 6:48:21.

A colocação de Márcio Oliveira foi considerada excelente, uma vez que por muito pouco ele não abandonou as corridas este ano.

“Eu pensei em largar tudo, porque não tinha patrocínio. Graças a Deus, consegui o patrocínio da Memorial, para poder ficar mais tranquilo e poder pensar nos treinos, nas corridas. Agora espero melhorar cada vez mais, baixar minha marca”, disse Márcio, que chegou a estar entre os cinco melhores na prova.

Ainda no Mundial, o ultramaratonista de Cubatão, Adilson Dama (Memorial/ Carbocloro/ Prefeitura de Cubatão), considerado um dos grandes favoritos ao título, não passou bem na segunda metade da prova, completando o trajeto em 7:15:46.

“Embora tudo estivesse indo bem na primeira volta, comecei a me sentir mal no quilometro 75, em virtude de uma fraqueza. Talvez devido à alimentação dos dias anteriores. O pessoal falava que era comida de cabra, pois serviram muita salada e pouco carboidrato”, lamentou Dama, que em 99, também na França, foi o 8º colocado, com 6:37:38.

“Como o Márcio comia de tudo e mais um pouco, felizmente ele conseguiu uma boa colocação para o Brasil”, brincou Dama, que só lamentou o fato de o Brasil não ter três representantes na disputa para brigar pelo título mundial por equipes.

Um dos grandes cotados era o bicampeão mundial em 1991 e 95, Valmir Nunes, também da equipe Memorial, que está voltando à sua melhor forma.

“Uma pensa sermos somente dois no Mundial, pois se o Valmir tivesse vindo, poderíamos ficar entre os dois primeiros países. Em termos de equipe Memorial, temos muito a conquistar. Só falta estarmos juntos na mesma prova, pois os concorrentes ficam sempre “temendo” essa performance”, completou Dama.

Este texto foi escrito por: Webrun

Redação Webrun

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