Infância pode explicar a dificuldade para perder peso

Foram publicados recentemente os resultados e conclusões de uma pesquisa sobre um assunto que os melhores fisiologistas já acreditavam ser uma verdade teórica a ser provada pelas experiências. O estudo comprovou a tese de que nossos adipócitos (células de gordura) se multiplicam em nossa infância e adolescência determinando para toda a nossa vida adulta o quanto poderemos eventualmente acumular de gordura no corpo.

O raciocínio é muito simples: quanto mais adipócitos, mais o indivíduo pode acumular e mais facilmente ultrapassaria os limites do saudável. Seria mais ou menos como o tamanho do porta-malas de um carro determinando quanta bagagem poderíamos carregar nele. A obesidade ou sobrepeso na infância aumentaria esse porta-mala. No futuro facilmente poderíamos carregar esse nosso carro de gordura. E o vizinho com o carro sem porta-mala não correria o risco de ter excesso de bagagem.

Esse nosso número de adipócitos seria determinado já nos primeiros anos de vida porque é quando essas células se multiplicam mais intensamente em resposta ao peso e aos hábitos alimentares da criança. Uma vez reproduzida a célula, fica extremamente difícil reduzir esse número.

Pela mera observação, os profissionais e pesquisadores já haviam notado que muitas das crianças obesas tendiam a carregar pelo resto da vida adulta o excesso de peso. No caso das que entravam em dieta para perda de peso notava-se uma dificuldade muito maior que as demais para conseguirem reduzi-lo e depois ainda para mantê-lo nos níveis adequados.

Desta descoberta podemos também entender melhor outro comportamento: o efeito sanfona. A criança que foi obesa pode sofrer futuramente mais com esse efeito, emagrecendo e voltando ao sobrepeso por ter mais células que reservam a gordura quando a dieta sai da linha.

Vale lembrar que não podemos nos precipitar achando que é apenas isso o que define o peso adulto de uma pessoa ou o quanto de dificuldade ela terá ao longo da vida. O peso depende de muitas variáveis genéticas, comportamentais e ambientais. Esta é apenas mais uma delas.

Essa pesquisa é, sim, muito válida porque mostra o quanto é importante o indivíduo ter uma boa educação nutricional desde sua infância. Fica assim para os pais mais uma responsabilidade que é a de cuidar atentamente e desde cedo para que o bebê/criança tenha sempre o peso saudável e que desde cedo comecem a ensinar quais são os hábitos mais saudáveis e adequados.

Já os que tiveram problemas de peso quando crianças, agora já têm mais um motivo para entender melhor a dificuldade da briga com a balança.

Este texto foi escrito por: Danilo Balu

Redação Webrun

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