Juraci Moreira encara terceira Olimpíada sem pressão

Juraci foi bronze no Pan do Rio de Janeiro ano passado (foto: Thiago Padovanni/ www.webrun.com.br )
Juraci foi bronze no Pan do Rio de Janeiro ano passado (foto: Thiago Padovanni/ www.webrun.com.br )
O triathleta brasileiro Juraci Moreira, convocado de última hora para os Jogos Olímpicos de Pequim, embarca nessa sexta-feira (8) para sua terceira Olimpíada. Por causa de sua experiência, ele se diz tranqüilo, sem pressão ou ansiedade. “Estou indo mais tranqüilo e o objetivo inicial é melhorar o 22º lugar obtido em Sidney, no ano de 2000”, avalia.

São Paulo – Após as seletivas olímpicas, Juraci ficou com a 56ª colocação do Ranking Internacional da Modalidade, mas só foram chamados para os Jogos os 55 primeiros desse ranking. Porém, com a decisão do Comitê Olímpico da Áustria de não levar um de seus atletas para Pequim, a vaga remanescente ficou com Juraci.

Com a vaga nas mãos, o atleta, que foi bronze no Pan do Rio de Janeiro, teve que modificar o estilo de treinamento de última hora. Segundo ele, o seu treino passou a ser menor e mais intenso. “Deixei de lado os treinamentos para provas mais longas, como Ironman, e voltei a focar a distância olímpica para ganhar mais explosão e velocidade”.

Apesar de ter como objetivo inicial melhorar a 22ª colocação obtida na Olimpíada passada, ele acredita que as condições adversas de calor, alta umidade e poluição poderão nivelar os adversários e reservar algumas surpresas nas primeiras colocações. “Acho que será uma prova muito disputada até o fim da corrida”, avalia o curitibano.

Desafio – Juraci conhece bem a cidade de Pequim e o percurso onde será realizada a prova, já que esteve lá em duas oportunidades, ambos eventos teste, e por isso acredita que a poluição não será uma grande dificuldade. “Nos primeiros dias você sente diferença de ar, mas depois de dois a três dias se adapta. Todos vão sentir isso, então não acho que é algo que vai estragar a minha prova”.

Se a qualidade do ar não será problema, o fuso-horário, de 11 horas de diferença para o Brasil, é algo que deixa o brasileiro um pouco apreensivo. “Nos início será muito complicado, então tenho dormido tarde aqui no Brasil para tentar acostumar. Dizem que você se adapta uma hora por dia, como chegarei 10 dias antes da competição, estarei bem aclimatado”.

Sobre o percurso, ele comenta que será técnico, mas não tão difícil quanto foi na Olimpíada de Atenas. “A natação será numa baía fechada, então será tranqüila porque não haverá ondas e vento forte; o ciclismo terá subidas fortes, mas dentro do padrão mundial e a corrida passará pela mesma ascensão da bike, porém, mais curta”.

Como grande favorito, o triathleta brasileiro aponta o espanhol Xavier Gómez para faturar a medalha de ouro e diz que cerca de 10 atletas podem entrar no páreo pela prata e bronze. Além de Juraci, o Brasil estará representado por Reinaldo Colucci e Mariana Ohata.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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