Liege Souza volta ao XTerra na Amazônia, após um ano parada por lesão

Liege conseguiu contornar os problemas do percurso de bike (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Liege conseguiu contornar os problemas do percurso de bike (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Liege Carolina de Souza à primeira vista pode enganar muitos desavisados: de rosto angelical, jeito delicado e maquiagem sempre em dia, ela mostra toda sua força quando entra numa competição de triathlon. Após um ano parada por conta de lesão e outros problemas pessoais, ela retornou oficialmente no último sábado (11/06) durante o XTerra Brasil, na Floresta Amazônica.

Correndo na categoria elite, a jovem de 23 anos havia disputado sua última prova justamente na etapa amazônica do XTerra há um ano. “Dessa vez achei mais difícil, fiz mais força, mas essa competição é incrível e virei aqui em todas as edições”, garante a triatleta que divide o tempo entre os treinos e estudos.

Exímia nadadora, ela ainda busca melhorar nas outras modalidades e se deparou com diversos obstáculos ao longo do percurso de bike, como um atoleiro que derrubou alguns atletas. “Eu pensei que fosse cair, mas dei um jeitinho e consegui passar bem”. Já na corrida, a travessia de um igarapé passou de adversidade para momento de descanso. “A água vinha praticamente até a cabeça, então eu nadei para descansar as pernas”.

Com um uniforme cor de rosa e a maquiagem sempre feita, ela chegou a ser apelidada de “Barbie” por algumas pessoas que acompanhavam a prova, mas ao longo do percurso deixou muitos marmanjos para trás e chegou em sétimo lugar entre as mulheres, com 3h44min44. “A selva também tem seu charme. O esporte já é tão masculino, a gente se suja toda na lama, então acho que um pouco de feminilidade é importante”, ressalta Liege, que compete desde 2007 e já foi terceira colocada na categoria 20 a 24 anos do Xterra Mundial, no Havaí.

Confiança – Por conta da lesão após a prova do ano passado, Liege perdeu um pouco do ritmo de provas, mas garante que a partir de agora voltará a brigar pelas primeiras posições com as rivais. “Ainda sou nova e acredito que tenho potencial para evoluir e chegar à frente das meninas”, garante a catarinense radicada em Belo Horizonte.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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