Maratona NY: veja como foi o evento para o esporte adaptado

Equipe brasileira na feira de esportes da Maratona de NY (foto: Arquivo Pessoal)
Equipe brasileira na feira de esportes da Maratona de NY (foto: Arquivo Pessoal)

Conforme prometi contei como foi o período que passei na Califórnia com os atletas deficientes da ADD (Associação desportiva para deficientes) e agora conto como foi a Maratona de Nova York. Confira.

São Paulo – Depois que Paulo, Ezequiel, Fernando, Diego e eu participamos do evento da CAF, na Califórnia, fomos rumo à Maratona de Nova York, evento que contou com participação da Achilles International, novo nome da Achilles Track Club, entidade responsável pelos atletas deficientes na maratona. Lá nos juntamos a mais outros atletas do Brasil como Jaciel e Carlos da cidade de Santos, Rogério de Rondônia, Edson Dantas de São Paulo, Maciel do Rio e Wendel de Brasília.

Cada atleta é apoiado por sua entidade, alguns da ADD, outros da “3 in”, entre outras entidades que apóiam deficientes. As passagens e os custos para a prova sempre são de responsabilidade de cada atleta ou entidade. No caso da Achilles International foi possível dar algumas inscrições e hospedagens. Nesse ano oito pessoas foram beneficiadas. Além disso, fizemos um uniforme exclusivo para o grupo com parte da arrecadação que consegui no evento da Corpore da Paz e no dia 30 de outubro.

Alguns atletas estavam em Nova York pela primeira vez e puderam ver a organização e magnitude do evento. Fomos bem recebidos pela Achilles na feira de esportes da maratona onde retiramos os kits da prova e ganhamos camisetas da entidade para correr maratona. Também tivemos alguns guias brasileiros na prova, como o treinador do Clube Pinheiros, Cláudio Castilho, Marina Chayo, Denise Mello, Fabio Maia entre outros corredores.

Na sexta que antecedeu a prova fui convidado para um workshop da Achilles para representantes internacionais. Havia cerca de 70 países no evento e eu pude apresentar o programa brasileiro de corrida e triathlon da Add Achilles, criado em São Paulo nesse ano. Além disso, o intercâmbio com os representantes de outros países foi muito proveitoso.

À noite fomos ao jantar da Achilles e para minha surpresa, lá recebi o prêmio de melhor representante internacional da entidade, prêmio este que foi uma grande festa para todo nosso grupo e particularmente para mim. O prêmio faz com que a responsabilidade futura no Brasil seja maior, além de ser uma motivação extra para continuar com novos projetos.

Já no domingo, dois de novembro, dia da Maratona de Nova York, o tempo estava muito frio e como sempre a organização foi perfeita. Participamos de uma maratona maravilhosa incentivada toda hora pelo público. As largadas em ondas, três largadas a cada 20 minutos foi brilhante e deve ser introduzida em provas no Brasil.

Efetuando largadas deste tipo podemos solucionar um dos maiores problemas nas corridas de rua, o congestionamento inicial do percurso. Nesta maratona o fluxo de corredores fluiu muito bem devido a este tipo de largada.

No final nossa equipe brasileira conseguiu o objetivo de participar de um grande evento. Parabéns para todos e pela vitória do Marílson nos encheu de orgulho e com certeza vai impulsionar ainda mais as corridas no Brasil.

Este texto foi escrito por: Mário Mello

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts