Conheça a história do maratonista que busca índice olímpico para Tóquio 2020

Toin maratonista/ Foto: Divulgação Meia Maratona de Curita

Terceiro colocado na Meia Maratona de Curita, no último domingo (9), Antônio Wilson, o “Toin”, é um dos postulantes a uma vaga na equipe brasileira que disputará a Maratona na Olimpíada de Tóquio 2020. No ano passado, Toin fez uma tentativa de conquistar o índice olímpico na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, mas não conseguiu completar a prova.

Treinado pela esposa e educadora física, mas sem recursos financeiros, Toin chegou à cidade alemã em cima da hora e sem os equipamentos adequados para enfrentar as condições climáticas que se apresentaram no dia da prova.

“A maior dificuldade do atleta profissional é a falta de patrocínio, pois o custo de treinamentos e viagens é muito alto. As dificuldades que eu tive em Hamburgo começaram desde a programação, pois sem muito dinheiro eu tive que ir pelos meios mais baratos. Então não pude levar a quantidade apropriada de roupas de frio e quando cheguei em Hamburgo a temperatura mudou e ficou muito frio, cerca de 1°C com chuva e vento. Por isso, literalmente congelei durante a prova. Quando cheguei ao quilômetro 35, não sentia mais as extremidades e quando cheguei ao quilômetro 38 desmaiei e acordei na tenda médica”, relembra Wilson. Caso o atleta tivesse contado com uma logística mais planejada o caminho para o índice olímpico já teria sido percorrido.

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Foto: Divulgação Meia Maratona de Curita

História comoveu corredor e empresário paranaenses

A história de luta, amor pelo esporte e superação do atleta tocantinense sensibilizou uma dupla de empresários paranaenses que resolveu dar apoio para Toin buscar a vaga na equipe olímpica brasileira. “Quando conheci, por coincidência, a história do Toin na Maratona do Rio fiquei muito impressionado. Pois, meu objetivo era entrevistar o vice-campeão da prova e acabei ouvindo um desabafo de um atleta que estava triste por conhecer seu potencial e não ter os recursos necessários para lutar pelo seu sonho. Como corredor amador, aquele relato me sensibilizou”, conta Davi Xavier, corredor, YouTuber e sócio marca de produtos esportivos Insane Runners.

Para conseguir o índice para Tóquio, o maratonista precisa correr na marca de 2h11 min 30s, terá de baixar mais de seis minutos da sua atual marca. É possível? Sim. Então, para isso, os empresários resolveram patrocinar as viagens para aclimatação em altitude na Colômbia e toda estrutura de preparação nutricional e física para tentativa do índice no dia 19 de abril em Hamburgo, na mesma prova em que Toin “quebrou” em 2019.

Além disso, uma camiseta com a hashtag #vaitoin foi criada para a arrecadar fundos para ajudar nos custos dos treinamentos do maratonista e pode ser comprada na loja da marca na internet .

Foto: Divulgação Meia Maratona de Curita

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Redação Webrun

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