Maratonista sofre infarto depois de fazer check-up

Atletas e esportistas devem fazer exames médicos periodicamente. O indicado é que se faça pelo menos uma vez por ano um exame ergométrico e exames de sangue. Após essa sabatina, o individuo, se não apresentar nenhuma doença pré-existente, pode praticar atividades físicas sem preocupação. Mas se o exame não for feito com médicos idôneos o risco de morte súbita continua.

O maratonista de 54 anos, Cassiano Oliveira, seguiu a risca todas as indicações médicas. Ele pratica o esporte há sete anos e faz check-up médico periodicamente. O último ele fez no mês de julho e como todos os anos ele estava apto a correr.

Mas no último dia 28 de agosto ele sofreu um infarto durante a Corrida Corpore Duque de Caxias, em São Paulo. “Durante essa prova eu senti muita dor no peito. Assim eu tive que fazer a prova intercalando corrida e caminhada. Quando eu cruzei a linha de chegada a médica olhou para o meu rosto e falou que eu estava infartando”, revela Oliveira.

O mais curioso é que dias antes da prova ele sentiu um incomodo no peito e não desconfiou que poderia ser um infarto. “Antes da corrida eu senti uma dorzinha e pensei que era uma gastrite, tomei apenas um chá. Não suspeitei de nada porque o meu check-up não tinha dado nada. O doutor me falou que eu estava bom. Eu confiei no médico”, conta.

Porém o teste ergométrico que ele se submeteu não foi feito de forma adequada. Segundo Oliveira, o teste foi feito numa carga muito baixa. “O teste que eu fiz foi tão fraco que eu nem suei a camiseta. Normalmente eu suo bastante porque os médicos têm que testar como o nosso corpo reage no limite. Tenho a impressão que a enfermeira fez um teste para uma pessoa sedentária da minha idade”, revela. “Antes eu tinha avisado que era maratonista”, acrescenta.

Além disso, o teste foi aplicado por uma enfermeira enquanto deveria ser feito por um médico. “Toda pessoa deve exigir a presença de um médico durante um teste ergométrico”, afirma o cardiologista Dr. Nabil Ghorayeb.

Além disso, “qualquer sintoma que você sinta durante a corrida, por exemplo, o melhor é parar”, alerta o doutor. Isto porque a dor é o sintoma de que algo grave pode estar acontecendo. Mesmo se o atleta fez um check-up anteriormente aconselha-se parar.

“Sintomas como tonturas, palpitações ou pulso irregular, dores no peito ou no estômago, falta de ar anormal ou algo de estranho durante a prova ou no treinamento, é sinal de que deve-se parar imediatamente e solicitar atenção médica”, acrescenta.

Este texto foi escrito por: Donata Lustosa

Redação Webrun

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