Mortes no esporte, uma triste realidade

Shay (80) morte aos 28 anos (foto: NYRRC)
Shay (80) morte aos 28 anos (foto: NYRRC)

Diz o ditado que para se morrer basta estar vivo, porém uma realidade muito triste que cada vez mais fica incontestável, é que para se morrer basta…praticar esportes. Segundo o médico cardiologista, Dr. Nabil Ghorayeb, a morte do maratonista, Ryan Shay, 28 anos, ocorrida ontem em Nova York é a vigésima morte súbita de atletas com menos de 35 anos apenas neste ano, sendo que a média dos últimos anos é de 29 casos.

Perguntei ao Dr. Nabil porque um atleta de alto nível, que pela lógica deveria ter passado por baterias e mais baterias de exames e detectado doenças pré-existentes, morre deste jeito. A reposta é estarrecedora.

“Em nosso departamento do esporte no Dante Pazzanese e Hospital do Coração, a chance de identificar cardiopatia chega a algo perto de 97% com exames de rotina. Nos Estados Unidos os exames tem alto custo e como irão detectar “apenas” 1 a 2 % de possíveis cardiopatas, não vale a pena, segundo eles, gastar milhões de dólares obrigando todos os desportistas e atletas a fazerem exames complementares como rotina obrigatória”.

As doenças cardíacas são mais comuns do que se imagina. Na Itália todos os atletas passam em consulta e exames obrigatórios por lei federal. Lá detectaram 3% dos 34 mil examinados em 25 anos, com risco de morte e foram afastados. Já nos departamentos de cardiologia esportiva comandados pelo Dr. Nabil foram diagnosticadas cardiopatias (benignas ou graves) em 8,2% dos três mil atletas com até 35 anos.

Como se vê, os exames de rotinas anuais são extremamente importantes e imprescindíveis.

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

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