Brasil disputa o Mundial de Meia Maratona da Polônia neste sábado

Com a participação de cinco atletas – três homens e duas mulheres, o Brasil disputa neste sábado (17/10) o Campeonato Mundial de Meia Maratona, marcando a retomada das competições organizadas pela World Athletics (ex-IAAF), após o início da pandemia de covid-19. O evento, que deverá reunir 283 inscritos (157 homens e 126 mulheres), de 62 países, será disputado num circuito de aproximadamente 5,5 km na cidade de Gdynia, na Polônia.

A largada da prova feminina está marcada para às 11h (6h no horário de Brasília). Uma hora e meia depois será dado o tiro de partida para a competição masculina. Só participam atletas de elite, convocados pelas federações nacionais. Os cerca de 27.000 amadores inscritos na corrida de 21,195 km, inicialmente prevista para o dia 29 de março, podem participar de uma prova virtual. O circuito, por causa da pandemia, também foi alterado de um percurso de 21 km para voltas em um circuito menor.

Brasil disputa o Mundial de Meia Maratona da Polônia neste sábado
Seleção durante o embarque para o Mundial de Meia Maratona/ Foto: CBAT

Os representantes do Brasil são Ederson Vilela Pereira (Pinheiros), Daniel Ferreira do Nascimento (ABDA) e Gilmar Silvestre Lopes (Cruzeiro/Caixa) no masculino, Valdilene dos Santos Silva e Andreia Aparecida Hessel (ambas do Pinheiros), no feminino. Acompanham os atletas o treinador Claudio Roberto de Castilho (SP), o médico André Luís Lugnani de Andrade (CBAt) e o fisioterapeuta Ricardo Zacharias de Souza (CBAt).

Medalha de ouro nos 10.000 m nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, Ederson Pereira é um dos destaques do Brasil. Líder do Ranking Brasileiro de Meia Maratona nas últimas duas temporadas, o corredor paulista, de 30 anos, tem como objetivo bater o seu recorde pessoal de 1:03:47, obtido em Buenos Aires (ARG), em 2018.

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“Depois da pandemia, corri apenas uma prova de 10.000 m, no dia 3 de outubro, em Bragança Paulista. Gostaria de ter competido mais, mas infelizmente não foi possível. Os treinos foram bem executados”, disse o atleta, que mora em Caçapava, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. “Mesmo sem o ritmo ideal de prova, espero fazer uma boa competição e representar bem o Brasil. A expectativa é grande de disputar o Mundial, ainda mais num ano difícil como 2020. Quero quebrar minha melhor marca pessoal.”

Bicampeão do Troféu Brasil Caixa, Ederson lidera o Ranking Brasileiro dos 10.000 m desde 2017. “É muito bom retornar às competições, ainda mais em alto nível”, concluiu o atleta, que no ano passado venceu a 21ª Volta Internacional da Pampulha, de 18 km, em Belo Horizonte.

Líder do ranking brasileiro da meia maratona de 2020, Daniel Ferreira do Nascimento está animado para a competição. Ele obteve o tempo de 1:04:34 ao vencer a Meia Maratona de São Paulo, em fevereiro. “Estou muito confiante para disputar e representar o Brasil no Mundial, meu primeiro na categoria adulto. Conseguimos fazer uma boa preparação e espero obter uma grande marca no Mundial”, comentou o paulista de 22 anos, recordista brasileiro sub-20 dos 10.000 m (29:13:34) e sub-18 dos 3.000 m (8:26:90) e dos 2.000 m com obstáculos (5:45:22).

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Já o técnico Adauto Domingues aposta num bom rendimento também de Gilmar Lopes. “O Gilmar está bem. Espera fazer uma grande prova. Ele ficou aborrecido com a pandemia, de ficar sem competir. Ele está muito ansioso para correr o Mundial e espero que isso não atrapalhe. O Mundial não vai ser fácil. Tem gente correndo em ritmo alucinante”, comentou o treinador.

Valdilene dos Santos Silva lamenta as dificuldades de preparação. “Não estamos pensando em marca, porque a preparação foi um pouco limitada, por não ter conseguido treinar nos locais que a gente está acostumada, devido às restrições da pandemia. Acho que será uma das edições mais fortes”, disse Valdilene.

Já para Andreia, Mundial será o retorno aos eventos internacionais após um ano. “Minha última prova foi o Mundial de Doha, no Catar, em 2019. Na semana passada, corri uma prova de 10.000 m, em Bragança Paulista. A expectativa é sempre a melhor.”

Já o técnico Claudio Castilho lembra que a ansiedade será natural, devido aos problemas causados pela pandemia. “Pelos resultados, parece que o mundo não parou”, disse o treinador do Brasil. “Elas estão treinando para a Maratona de Valência, marcada para o dia 6 de dezembro, quando tentarão buscar o índice para Tóquio (2:29:30). A competição será forte, mas a expectativa é boa, não tem ninguém machucado. Otimismo é grande para fazer uma boa participação.”

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O Brasil tem duas medalhas de bronze na história da competição: com a equipe masculina, formada por Artur de Freitas Castro, Delmir Alves dos Santos, Ronaldo da Costa e Edvaldo de Souza, no Campeonato de Tyneside (GBR), em 1992, com 3:05:56 (só contam os tempos dos três primeiros da seleção), e com Ronaldo da Costa, em Oslo (NOR), em 1994, com 1:00:54.

Em uma temporada totalmente comprometida pela pandemia, que causou um drama humanitário em todo o planeta, o Mundial de Meia Maratona é uma esperança ao reunir estrelas como Joshua Cheptegei, de Uganda, que bateu recentemente os recordes mundiais dos 5.000 m e dos 10.000 m. Cheptegei estreará nos 21,195 km, mas já recebe os holofotes de todo o mundo.

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Redação Webrun

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