O cálcio é importante para o atleta?

Todo praticante de atividade física já ouviu falar da importância do Cálcio, um mineral fundamental para uma dieta saudável e balanceada. Nem mesmo precisa ser um atleta para ouvir desde cedo da importância que ele tem em nossa saúde.

Alguns anos atrás, com a popularização de matérias sobre a osteoporose, muito se enfatizou, principalmente na TV, sobre a importância de consumirmos esse micronutriente para evitarmos problemas futuros. Porém, a relação deste consumo com os problemas causados ainda é contraditória, mas parece haver um consenso muito maior que o Cálcio talvez não seja sequer o maior determinante ou limitante no problema da doença. E essa também é minha opinião.

Hoje muitas pesquisas buscam relacionar sua carência ou suplementação também com muitas outras complicações como câncer, câimbras e desempenho. Um profissional do Esporte e da Nutrição, ao contrário do pesquisador, deveria se preocupar mais com conseqüências um pouco mais concentradas e pontuais. E sem recorrer aos meus arquivos, posso arriscar aqui que em mais de 85-90% das avaliações que fiz foi acusado um baixo consumo do Cálcio, ou seja, inferior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A atividade física não acarreta uma maior necessidade considerável no consumo de Cálcio. Podemos inclusive dizer que um atleta por consumir mais calorias diariamente e talvez por ter uma alimentação em teoria mais regrada, acaba inclusive com um consumo maior do que o da média da população.

Mas uma característica da classe média brasileira, que observo, é consumir um pequeno excesso de proteína ao mesmo tempo em que fica aquém do que seria saudável em termos de Cálcio.

Se dividirmos a produção nacional de leite, queijos e derivados pela população, o dado de deficiência chega a ser preocupante! Adicionemos aí o agravante que muitos ingerem o Cálcio em refeições que possuem cafeína (café e refrigerantes do tipo cola), um inibidor da absorção.

Necessidade do Cálcio – O nosso organismo nas primeiras três décadas de vida aumenta gradualmente a quantidade de Cálcio no corpo (ossos e sangue) e depois disso ela passa a se reduzir lentamente ano após ano. O que vai determinar quando as reservas cairão chegando a um limite preocupante é o pico por volta dos 35 anos. Se a pessoa consome pouco Cálcio em sua 1ª fase adulta, poderá apresentar problemas futuros por ter este pico baixo. Então qual seria a saída?

Independente da idade, o Cálcio deveria ser um dos micronutrientes de maior atenção de nossa alimentação em quantidades que supram sempre nossas necessidades. Mais do que calcular o quanto consumiu é fundamental que haja o hábito de incluir leites e seus derivados (queijos e iogurtes) na dieta básica diariamente.

O grande vilão nesta história é que não fica difícil perceber que as maiores fontes são de origem animal. Além de um valor calórico que pode ser alto (queijos gordo, por exemplo) pode haver o problema do colesterol. Então dê preferência (não exclusividade) aos leites semi-desnatados, aos queijos mais magros e aos iogurtes desnatados ou mesmo do tipo light que não tenham seu valor de Cálcio comprometido.

Veja nas embalagens que um copo de leite apresenta por volta de 15-20% das necessidades diárias. Algumas outras fontes comuns em nossa alimentação são o chocolate em pó (15%), iogurte (20-30%) e o queijo. Faça as escolhas mais saudáveis e faça disso um hábito para vida toda!

Este texto foi escrito por: Danilo Balu

Redação Webrun

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