O dia é do medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima

Parabéns, Vanderlei! Vanderlei Cordeiro de Lima completa 51 anos nesta terça-feira (11/8) e recebe os parabéns da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e de toda a comunidade atlética. O maratonista entrou para a história do atletismo brasileiro e mundial com a medalha de bronze conquistada em Atenas-2004, depois de sofrer uma das maiores adversidades na prova. O feito heróico mereceu a medalha Pierre de Coubertain, uma das mais exclusivas do COI, e depois o reconhecimento e a glória de acender a pira olímpica nos Jogos do Rio-2016, diante dos olhos do mundo.

Vanderlei é o segundo aniversariante da série de perfis que a CBAt faz – iniciada por Maurren Maggi, em junho. O objetivo é desejar feliz aniversário e homenagear os atletas medalhistas olímpicos e em campeonatos mundiais outdoor e indoor, usando a data para falar sobre trajetórias e relembrar conquistas históricas. “Os ganhadores de medalhas serão homenageados no dia de seus aniversários. São atletas que representaram muito bem o nosso esporte e que tantas glórias trouxeram para o Brasil”, comentou o presidente do Conselho de Administração da CBAt, Warlindo Carneiro da Silva Filho.

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Vanderlei Cordeiro de Lima em Atenas-2004
(Wander Roberto/COB)

Em Atenas-2004, Vanderlei liderava a maratona e já estava no km 35 quando foi vítima de um incidente. Um manifestante, vindo do público, de surpresa, invadiu a prova, agarrou e empurrou Vanderlei, num deslocamento lateral por metros, que o tirou do percurso. Ajudado por um popular, voltou à prova. Mas perdeu o ritmo e a concentração, além do susto pela inesperada agressão. Correu até o fim e cruzou a linha de chegada no Estádio Panatinaiko (o mesmo da primeira Olimpíada da Era Moderna, em 1896), em terceiro lugar, em 2:12.11 (o italiano Stefano Baldini ficou com o ouro e o norte-americano Meb Keflezighi com a prata).

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Vanderlei nasceu em Cruzeiro D’Oeste, Paraná, em 4 de julho de 1969, mas foi registrado no dia 11 de agosto daquele ano, data em que comemora o seu aniversário. É um dos sete filhos de uma família de lavradores comandada pelo Seu “Zé Pequeno” – como era conhecido seu pai, José Cordeiro de Lima – e Aurora Maria da Conceição Lima, sua mãe.

Cresceu em Tapira, Paraná, queria ser jogador de futebol – na infância e adolescência tinha o apelido de Bodega entre os amigos -, ajudava a família como boia-fria, colhendo cana-de-açúcar. Ainda menino, voltava correndo e comendo frutas dos pomares da vizinhança, após as aulas no Grupo Escolar São José. Aos 11 anos, na Escola Estadual Castelo Branco, corria em volta da quadra no recreio. Aos 16 anos estava no atletismo.

Aos 19 anos, já estava na seleção brasileira. Disputou o Mundial Juvenil de Sudbury, Canadá, em 1988 – foi 8º nos 20 km (1:02.55). O fundista tem uma carreira pontuada por histórias incríveis, como sua estreia numa maratona. Em 1994 foi convidado para ser o coelho – puxar o ritmo nos primeiros quilômetros – na Maratona de Reims, na França. Não só cumpriu o seu papel marcando o devido tempo combinado com os organizadores para os 21 km como se sentiu tão bem na corrida que acabou completando e com vitória, em 2:11.06.

Em 1996, foi o campeão da Maratona de Tóquio (2:08.38). Também integrou a equipe do Brasil que foi medalha de prata na Maratona de Revezamentos em Copenhague, Dinamarca (fez 29:10 para os 10 km que correu). Na Copa do Mundo de Maratona, em 1997, ganhou o bronze com o Brasil juntamente com Luiz Antonio dos Santos e Osmiro Silva – nesta competição ficou conhecendo o percurso de Atenas-2004.

O seu recorde pessoal para os 42,195 km da maratona é de 2:08.31, estabelecido na Maratona de Tóquio-1998, quando foi segundo colocado.

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Vanderlei Cordeiro de Lima é bicampeão pan-americano na maratona, com as conquistas em Winnipeg-1999 e Santo Domingo-2003. Disputou três edições de Jogos Olímpicos – Atlanta-1996 (47º) e Sydney-2000 (75º) antes de Atenas-2004 e a consagração no pódio olímpico.

“Ter tido a oportunidade de orientar o Vanderlei por 16 anos foi um privilégio, algo que transcendeu a relação atleta-treinador, a qual sabemos deve ser pautada por forte confiança. Nosso vínculo de amizade penetrou nas esferas pessoal e profissional de maneira a nos entendermos com um olhar apenas. Vivemos uma significativa troca de aprendizagem, na qual foi construída essa parceria vitoriosa. Vanderlei foi um atleta excepcional, por seu potencial físico, disciplina, caráter e firmeza moral”, afirmou o treinador Ricardo D’Angelo, que orientou Vanderlei durante sua carreira.

No dia 29 de agosto, em comemoração ao aniversário de 16 anos do bronze olímpico de Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona em Atenas-2004, voltaremos com uma reportagem sobre os detalhes daquela conquista histórica.

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Redação Webrun

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