Olga Kaniskina (RUS) vence marcha 20km, brasileira é 37ª

A Marcha Atlética 20 km para as mulheres começou sob forte chuva no Estádio Ninho de Pássaro, em Pequim, e a vitória ficou com a atleta da Rússia Olga Kaniskina, com 1h26min31, novo recorde olímpico da modalidade. A segunda posição ficou com a norueguesa Kjersti Tysse, com 1h27min07 e a terceira com Elisa Rigaudo, da Itália, com 1h27min12, enquanto a brasileira Tania Regina Splinder foi a 37º com 12h36min46.

Logo nos metros iniciais de prova a russa abriu vantagem em relação às adversárias e, quem pensou que ela fosse sprintar e perder colocações com o tempo, se enganou. Durante todo o trajeto ela se manteve na ponta, aumentando a distância para o pelotão perseguidor a cada passagem registrada pelos cronômetros.

Com a russa à frente, dois pelotões se formaram atrás, cada uma com brigas particulares, mas nada que pudesse ameaçar a liderança de Olga, que na passagem dos 10 quilômetros já abria 45 segundos de diferença para a segunda colocada Ryta Turava, da Bielorússia. Enquanto umas brigavam por posições, outras eram eliminadas da prova por cometerem faltas repetitivas, como a atleta da casa Mingxia Yang.

Nesse tipo de competição, os marchadores não podem perder contato com o solo e nem flexionar a perna que dá a passada antes que esta esteja completa, sob pena de cometerem falta. Caso três árbitros diferentes advirtam a competidora pela mesma irregularidade, esta está automaticamente eliminada.

Segunda metade – Com quase uma hora de prova decorrida a chuva deu uma trégua, mas logo em seguida voltou a cair. No quilômetro 16, a russa seguia firme na ponta, com 59 segundos de diferença para Turava, enquanto a brasileira figurava como a 36ª colocação.

Já no trecho final da prova, Turava começou a se sentir mal, chegou a parar alguns momentos para tentar se recuperar, mas ao voltar já tinha perdido muitas posições e abandonou a briga por uma medalha. Olga, campeã mundial em Osaka ano passado, entrou sozinha no Ninho de Pássaro e foi muito aplaudida até cruzar a linha em primeiro e estabelecer o novo recorde olímpico.

Depois da vitória, nada melhor do que uma volta olímpica embrulhada na bandeira russa para saudar o público que lotou o estádio olímpico. Com esse resultado, a Rússia faz dobradinha na marcha, já que Valeriy Borchin também venceu a disputa masculina no último dia 16.

Este texto foi escrito por: Redação Webrun

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts