Opinião: Os Jogos Olímpicos 2021 e o marco para reconstrução do mundo

Dia 23 de julho começam os Jogos Olímpicos 2021. Nem parece. Em outros anos as Olimpíadas estavam na agenda com muito mais impacto, já se começava o ano na expectativa.

Ainda paira uma dúvida enorme, se inclusive “vai ter” mesmo, ou se teremos novo adiamento.

Por que não ter? Pandemia insistente atrapalha demais o planejamento do evento. Tá difícil manter produtividade. Além do mais, o desafio é criar uma estrutura para blindar epidemias de atletas e trabalhadores.

Os Jogos Olímpicos 2021 e o marco para reconstrução do mundo
A organização cogitou mudar o evento para 2032

Por que ter? É em Tóquio, lugar de gente organizada, comprometida, instruída. Até o final de julho, um país com as condições do Japão, poderá acelerar a vacinação e — quem sabe — conseguir patamares aceitáveis para os jogos.

Opinião: Os Jogos Olímpicos 2021 e o marco para reconstrução do mundo
2020 em 2021. Talvez o último resquício do ano que queremos esquecer

A opinião pública local ainda defende a realização. A última pesquisa, porém, mostra aumento (de 11% para 27%) dos que acreditam que o evento deveria ser adiado.

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Mesmo assim, a organização indica que vai seguir em frente e construir protocolos rígidos. Atletas, voluntários, funcionários e eventual torcida:

– deverão enfrentar quarentena restritiva, testagem constante e máscaras serão obrigatórios em ambientes de interação;

– não podem sair da bolha Olímpica, e terão um aplicativo instalado para monitorar localização;

– serão incentivados a bater palmas — ao invés de gritar, o que pode propagar mais o vírus em ambientes de torcida;

Não resta dúvida: será a operação logística mais complexa de todos os tempos (como disse nosso COB).

Jesse Owens contra nazistas em 1936. O movimento Negro no México 1968. O atentado de Munique 1972. Os boicotes de Moscou e Los Angeles por conta da Guerra Fria. Barcelona 1992 marcando o final da Guerra Fria e do Apartheid. Mulheres muçulmanas em Londres 2012. A delegação de refugiados no Rio 2016.

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Refugiados foram delegação para disputar Jogos Olímpios no Rio em 2016

Os Jogos Olímpicos são políticos. São manifestações da evolução humana, de novos tempos, que atravessaram séculos.

Vamos imaginar Tóquio 2021 como tal. Um marco.

Serão 15 mil atletas, muitos deles já classificados.

É provável que a performance esportiva seja bem prejudicada, arenas de treino foram limitadas, estrutura e planejamento idem. E mais uma vez o esporte tem potencial para salvar a humanidade.

Não teremos público? Mas as imagens de esperança, solidariedade, de superação humana são antídotos que precisamos para seguir em frente após a devastação social destes últimos tempos.

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Imagem de união mundial e acolhimento

É possível também que ao final de julho, a pandemia já esteja mais controlada. Se depender da ciência estará (só a política poderia frear melhorias médicas e vacinação em massa). Há previsões que a produção de vacinas deve acelerar cada vez mais.

O mundo corre para vacinar. Que estágio estaremos em 23 de julho?

As Olimpíadas de Tóquio têm um grande potencial para símbolo de libertação e união. E isso é o ESPORTE. Este é o potencial dos eventos esportivos, que resiste, aumenta.

O esporte resiste

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Daniel Krutman

Daniel Krutman

Publicitário de formação, especialista em sociologia do consumo e em marketing digital. Trabalha há mais de 10 anos com conteúdo e marketing esportivo.

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