• Lesão - Pomadas anti-inflamatórias ajudam a tratar lesões?

Pomadas anti-inflamatórias ajudam a tratar lesões?

As pomadas anti-inflamatórias provocam algumas dúvidas com relação à sua eficácia no tratamento contra traumas e inflamações. Não apenas corredores, mas muitos praticantes de atividades físicas costumam carregar uma pomada na mochila. Elas são muito utilizadas na recuperação de dores musculares, dores reumáticas, contusões, mialgia, nevralgia e torcicolo.

Para explicar este método, o farmacêutico e professor, Robson Brochetti explica que determinadas substâncias estão presentes na composição das pomadas e possuem ação analgésica e anti-inflamatória, aliviando os sintomas. Entre elas, estão: salicilato de metila; mentol; salicilato de dietilamônio; diclofenaco de dietilamônio; nimesulida; arnica montana e escina.

Os traumas (contusões ou entorses) e as inflamações (nas juntas ou nos músculos) provocam dor, vermelhidão, inchaço e aumento do calor no local acometido. Estes sintomas são decorrentes do extravasamento de líquidos, células de defesa e substâncias que colaboram com a inflamação no local afetado (articulação, músculo ou pele), e são uma forma de o corpo se defender.

+ Confira aqui o seu calendário completo de corridas!

Pomadas anti-inflamatórias ajudam a tratar lesões? - Foto: Adobe Stock

Como as substâncias das pomadas anti-inflamatórias atuam:

– Salicilato de metila: quando aplicado na pele, tem ação irritante e rubefaciente (vermelhidão na pele), além das ações analgésicas (alívio da dor) e anti-inflamatórias, características dos salicilatos.

– Mentol: Geralmente está associado na formulação das pomadas, e quando aplicado na pele, dilata os vasos sanguíneos, causando a sensação de frio por estímulo, específico dos receptores e, em seguida, tem efeito analgésico. A atividade anestésica local do mentol está estritamente dependente da sua estrutura química. O aumento da absorção pode ser causado pelo calor, oclusão ou pele com solução de continuidade.

– Diclofenaco de dietilamônio, o salicilato de dietilamônio e a nimesulida gel: são anti-inflamatórios e analgésico. Eles inibem substâncias que provocam inflamação e dor. Com isso, aliviam a dor e diminuem o edema (inchaço) no local inflamado. Devem ser utilizado apenas por um período.

– Escina: uma substância de origem natural, extraída do Aesculus hippocastanum (castanheira-da-índia). Ela tem ação sobre a inflamação e sobre o inchaço. Esta ação se deve à capacidade da escina de penetrar no tecido lesionado através da pele e normalizar a permeabilidade dos vasos sanguíneos, diminuindo o extravasamento de líquidos, células e substâncias da inflamação.

– Arnica montana: apresenta efeito anti-inflamatório.

O tratamento das dores e lesões

Robson comenta que “utiliza-se, em média, duas a três aplicações sobre a região afetada para que se tenha um efeito considerável. Porém, é recomendado verificar a bula do medicamento e/ou as informações médicas para a quantidade à ser utilizada na região afetada.”

Massagens na região lesionada podem auxiliar na drenagem do edema, mas lembre-se, isso vai depender do tipo de trauma ocasionado. É importante pontuar que, dependendo do tipo da lesão, é necessário não apenas o tratamento com a pomada. Mas sim, conciliar com outros tratamentos, como luz infravermelha, eletroestimulação, entre outras terapias.

+ Garanta a sua inscrição para a BSB City Half Marathon 2019!

Contra-indicações das pomadas anti-inflamatórias

Para o uso de pomadas que contenham diclofenaco e salicilato de dietilamônio e a nimesulida, é importante ressaltar alguns pontos. “Pessoas com hipersensibilidade ao diclofenaco, ácido acetilsalicílico, outros medicamentos anti-inflamatórios, ou à qualquer componente da formulação, evitem seu uso”, explica Robson.

Essas substâncias também são contraindicadas para pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são desencadeadas por ácido acetilsalicílico, ou por outros medicamentos anti-inflamatórios.

“O mentol pode causar reações de hipersensibilidade. Raramente, foram relatadas a ocorrência de dermatite de contato, erupções cutâneas e urticária. Pacientes com hipersensibilidade ao ácido salicílico estão mais expostas a efeitos adversos”, conclui.

*Fonte: Prof. Ms. Robson Alexandre Brochetti, farmacêutico clínico e professor na Universidade Nove de julho.

Comentários

Tags:, , , ,
Leonardo Boscolo
Sou um apaixonado por esportes e aspirante a corredor. Um jornalista que vê na corrida um mundo de objetivos a serem alcançados, realizações pessoais e a oportunidade de se tornar cada dia uma pessoa melhor.
Publicidade

Calculadoras Webrun

Publicidade