Por que arrumamos desculpas para não treinar?

Por que arrumamos desculpas para não treinar?
Foto: Adobe Stock

Quantas vezes você já ficou com preguiça de treinar e deixou para recomeçar na segunda-feira ou dar início apenas no primeiro dia do próxio mês? Mudar de hábito exige, não só motivação para dar o pontapé inicial, mas também algo que te mantenha firme no propósito.

Para a psicóloga Fabiane de Faria, idealizadora da plataforma aterapia, uma crise pode ser apenas o gatilho que te leve a iniciar uma atividade.

“Um exemplo disso é aquela calça maravilhosa que, ao deixar de servir, estimulou você a começar um regime e cuidar do corpo. Mas esse ‘acontecimento terrível’ que fez com que você comesse somente salada pode ser eficaz apenas algumas semanas e não durante todos os meses necessários para perder todos os quilos indesejáveis” pontua a especialista em Terapia Cognitivo Comportamental.

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A maior evidência dessa perda de motivação com o passar do tempo é o aumento do número de matrículas nas academias quando o verão se aproxima, caso semelhante às milhares de promessas feitas na noite de réveillon e que se perdem ao longo do ano.

Mas qual é a diferença entre ficar motivado e permanecer nesse estado?

Para Fabiane, as pessoas que conseguiram dar continuidade a um grande desafio não estavam protegidas do medo, da preguiça, da dúvida ou da indisposição.

“Elas sentiram tudo isso, porém ultrapassaram essas barreiras em prol de uma recompensa maior. Não se contentaram apenas com a contemplação da ideia de mudança esperando a segunda-feira chegar”, comenta.

Em meio a uma pandemia, em que os sentimentos estão cada vez mais à flor da pele, o que é preciso fazer para começar a mudança? 

A psicóloga acredita que é necessário tirar o foco do fim. Ao enxergar cada passo dado como uma pequena vitória, você terá mais confiança para encarar o próximo.

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“Estabeleça metas. Marque uma hora no final da semana para ponderar o que você conquistou e como planejar o que deseja para a próxima semana. É preciso curtir cada etapa, cada conquista. Afinal, ninguém cometeu um erro mais grave do que quem não fez nada só́porque podia fazer pouco”, aconselha. 

Uma das armadilhas da vida que levamos atualmente é a tendência de tirar da agenda nosso principal evento: nós mesmos. Na grande demanda do trabalho, dos afazeres domésticos, sempre optamos por deixar nossas atividades pessoais de lado em prol das exigências externas. As consequências dessa prática costumam aparecer rapidamente, ainda que de forma não muito aparentes.

“Muitas vezes nossas idas ao médico ou na farmácia, devido à fortes dores de cabeça ou de coluna, são sinais da necessidade de nós mesmos, e não de remédios. Aquela ‘doença’ que tanto nos incomoda pode ser a nossa melhor amiga. Afinal, ela é a única que tem coragem de ‘gritar’ o que realmente está acontecendo. É preciso pisar no freio e diminuir o ritmo”, sinaliza.

Trocar hábitos prejudiciais acontece quando readaptamos a rotina de acordo com o que conseguimos adequar na nossa vida. É uma questão de ensinar, de se reeducar, mesmo já com 50 ou 60 anos, a ter novos hábitos e viver de forma em que o corpo e a mente estejam alinhados.

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Redação Webrun

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