Pressão alta: atividade física ajuda a prevenir e controlar o problema

Pressão alta: atividade física ajuda a prevenir e controlar o problema
A pressão alta é /Foto: Adobe Stock

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a pressão alta atinge cerca de 30% da população brasileira adulta, e que evolui quase sempre de forma lenta e sem sintomas, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sendo responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal em nosso país.

Quando a pressão arterial ultrapassa de forma consistente os 140/90 mmHg, considera-se pressão arterial alta. Neste caso, um dos aliados, além do controle com medicamentos e ter uma alimentação saudável e se exercitar.

O que causa a hipertensão?

Além das tradicionais causas, como predisposição genética, excesso de consumo de sal, obesidade, tabagismo, entre outros, é importante destacar o papel do sedentarismo no enrijecimento das artérias, que contribui para a subida crônica da pressão. Cabe ressaltar também que a prática de exercícios físicos não só previne como auxilia quem já tem pressão alta, conforme ressalta o Educador Físico Lucas Serralheiro Cardoso, especialista em Prevenção de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas. “As atividades corporais não só ajudam a precaver como já é considerada parte importante do tratamento contra a hipertensão”, afirma.

No entanto, alguns cuidados precisam ser tomados, tendo em vista que a prática de exercícios eleva naturalmente a pressão durante sua realização, por isso, o especialista ressalta algumas opções de atividades aeróbicas. “Caminhada, corrida, ciclismo, natação, entre outros, são ótimas opções que ajudam a baixar a pressão arterial, desde que sejam realizadas em intensidade moderada. Sendo o ideal, que a pratica seja feita três vezes na semana, por pelo menos 30 minutos cada sessão. Com essa realização pode-se provocar a queda na pressão ao longo das 24 horas seguintes, porém, é imprescindível não forçar, progredindo nos treinos de forma gradativa, sempre com supervisão profissional, além disso, o controle da respiração e da própria pressão durante a atividade é muito importante para quem sofre com a doença”, ressalta o especialista.

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Outra indicação do profissional é a prática do treino resistido. “Fortalecer os músculos tem impacto positivo na pressão, no entanto, é necessário tomar cuidado com o peso, que não deve extrapolar os 50% da carga máxima que o hipertenso aguenta. A ideia é evitar sobrecargas ao coração”.

Cardoso garante que a associação dos dois tipos de exercícios (aeróbico e resistido) irá preparar o corpo para ter uma melhor performance, postura firme com menor risco de quedas e melhor aproveitamento geral do oxigênio respirado.

Cabe ressaltar que, a prática de qualquer exercício físico, como estratégia de prevenção ou tratamento de doenças, exige a avaliação prévia de um especialista para que possam ser definidas as metas e as limitações de cada paciente. Lembrando que as atividades físicas proporcionam outros benefícios aos indivíduos, como a diminuição do percentual de gordura corporal, auxilio no controle dos níveis de colesterol e diabetes, fortalecimento da estrutura óssea e muscular e melhora na condição cardiovascular.

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Redação Webrun

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