Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão: veja tudo sobre a doença

É bem provável que você conheça alguém que tenha pressão alta. Apesar da Hipertensão Arterial Sistêmica ser uma das disfunções mais prevalentes na população e ter consequências para a saúde, ela ainda segue negligenciada. Dia 26 de abril é o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão! Saiba tudo sobre a doença, o que causa a hipertensão, como tratar e substitutos para o sal.

Foto: Feen/ Licença Creative Commons

Segundo levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, um em cada quatro brasileiros adultos dizem ter diagnóstico médico de hipertensão. “No Brasil, cerca de 36 milhões (32,5%) de indivíduos adultos são hipertensos, sendo mais de 60% idosos”, relata o cardiologista e membro da SOBRAC (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas) Dr. Cristiano Pisani. A hipertensão pode contribuir às doenças cardiovasculares, devido alterações no coração, inclusive arritmias cardíacas. “Além disso, a hipertensão é um dos principais fatores de risco para a ocorrência da fibrilação atrial, que pode estar ligada à ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, alerta o especialista.

Conhecer a sua origem é fundamental para a adoção de medidas preventivas e introdução ao tratamento adequado. Quer saber sobre o tratamento e sintomas da doença? O cardiologista Dr. Pisani tira dúvidas importantes sobre o mal:

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Tudo sobre hipertensão

1 – O que é Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)?

A hipertensão é caracterizada por elevação sustentada dos níveis de pressão arterial, acima de 140×90 mmHg (milímetro de mercúrio) – popularmente conhecida como 14/9. O primeiro número se refere à pressão máxima ou sistólica, que corresponde à contração do coração; o segundo, à pressão do movimento de diástole, quando o coração relaxa.

Embora a HAS primária não tenha cura, pode ser controlada com medicamentos e algumas mudanças no estilo de vida do paciente. Já a HAS secundária pode ser curável, dependendo da causa.

2 – Como diagnosticar a doença?

A hipertensão é diagnosticada pela aferição da pressão arterial, que deve ser realizada por um médico e/ou outros profissionais capacitados da saúde. É imprescindível a utilização de técnicas adequadas, além de equipamentos “calibrados” e validados. No consultório, o médico inicia a avaliação averiguando o histórico médico pessoal e familiar do paciente, seguido de um exame físico. Também podem ser necessários exames laboratoriais e outros subsidiários.

3 – Quais os sintomas da pressão alta?

A grande maioria dos casos de pressão alta é assintomática. Essa é do tipo primária, geneticamente determinada, com pessoas sensíveis ao excesso de sal/sódio. Mas os pacientes em algumas situações apresentam dor ou pressão na cabeça, especialmente na nuca, sangramento nasal, cansaço excessivo aos esforços, tonturas, fadiga e inquietação. Essas características podem facilmente ser confundidas com ansiedade.

A hipertensão também pode ser secundária, em decorrência de doenças renais, por exemplo.

4 – O que pode causar a hipertensão?

Hereditariedade, envelhecimento, obesidade, apneia obstrutiva do sono, excesso no consumo de sal em pessoas sensíveis e estresse são as causas mais comuns. Tabagismo, consumo exagerado de bebida alcoólica e sedentarismo também interferem no desenvolvimento da pressão alta.

Outros fatores são doenças prévias, como problemas renais, o hipertireoidismo, uso excessivo de anti-inflamatórios não-hormonais, corticosteroide e alguns tipos de anticoncepcionais.

5 – Quais as consequências da pressão alta?

A mais conhecida é o Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente chamado de derrame, e a segunda maior causa de mortes em todo mundo. Pode ocorrer por dois fatores. Tanto pela ruptura dos vasos sanguíneos, resultando em hemorragias ou acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos, como pela fibrilação atrial (FA), arritmia cardíaca com riscos de formação de coágulos no interior dos átrios que, ao se desprenderem pela corrente sanguínea, entopem as artérias cerebrais e causam a isquemia (AVC isquêmico).

6 – Qual o tratamento da pressão alta?

O diagnóstico preciso e o melhor método de tratamento devem ser orientados por um clínico ou cardiologista. É importante que o paciente siga as recomendações médicas, não se automedique e nem interrompa o uso de medicamentos recomendados para o controle da doença.

A hipertensão pode ser controlada com medidas multiprofissionais, que contemplem medicações especificas e mudanças de hábitos alimentares, além de atividade física.

 Como reduzir o sal na alimentação?

Foto: Adobe Stock

Falando de hábitos alimentares, como vimos, a maioria dos casos de pressão alta é em pessoas sensíveis ao excesso de sal. Muitos alimentos processados, contém alta quantidade de sódio, como embutidos, enlatados, biscoitos salgados, maionese, alimentos em conserva, sopas e temperos prontos.

Em relação ao sal de cozinha, alimento riquíssimo em sódio, o Dr. Marcelo Sampaio adverte que devemos consumir no máximo 5g por dia, o equivalente a 5 colheres de café rasas.

Segundo o cardiologista e membro do comitê científico do LAL (Instituto Lado a Lado pela Vida), existem alguns substitutos do sal que podem trazer muitos benefícios para a saúde. “Temperos como alho, salsa, coentro, cebola, cebolinha, manjericão, tomilho, orégano, limão, louro podem ser excelentes ideias para alimentar-se com sabor e manter a saúde do coração”, diz o médico.

Confira alguns temperos que podem tornar a alimentação mais saudável e prazerosa:

Alho
Além de combinar com praticamente todas as comidas, é um anti-inflamatório natural. Na gripe, ajuda a eliminar secreções respiratórias e induz a sudorese, diminuindo a febre.  Auxilia na prevenção à arteriosclerose e abaixar a pressão arterial. Ajuda a remover a gordura da alimentação fazendo com que o organismo não a absorva completamente. Pode ser utilizado na forma de óleo, que tem recomendação de 60-100mg/dia, ou bulbo seco, 2 a 4g, 3 vezes ao dia.

Cebola
Limpa secreções respiratórias, melhora dores articulares, é antidepressiva, antioxidante e anti-inflamatória. Cuidado com a cebola crua em excesso, pois podem “agredir” o estômago. Caso haja sensibilidade, use-a na forma de caldos.

Limão
Tem propriedade anti-infecciosa, pode ser utilizado tanto na forma de sucos como na forma de chás. Utilizado para infecção urinária, pois cria um meio impróprio para a sobrevivência da bactéria no trato urinário.

Tomilho
Antisséptico, ajuda na prevenção de problemas respiratórios, reduz o colesterol e  protege contra o envelhecimento das células. Utilize nos temperos, principalmente em alimentos consumidos crus como a salada e nas carnes como frango e carne vermelha.

Manjericão
Antiviral, auxilia no tratamento de cataratas e diabetes. Acelera a cicatrização da pele e protege contra desconfortos intestinais. As folhas frescas podem ser consumidas com peixes ou risotos.

Salsa
Utilizada para problemas de circulação e retenção de líquidos, celulite, anemia e esgotamento físico. Beneficia a digestão e tireoide. Pode ser utilizado in natura, em forma de pastas ou em chás. Consumir 3 folhas de salsa antes das principais refeições ajuda a retirar as toxinas do organismo. Na forma de pasta, pode-se fazer um patê de salsa utilizando um maço e água suficiente para bater no liquidificador e ficar na consistência adequada. Tempere com azeite e passe em pães e torradas.

Alho Poró
Um vegetal com alto teor de fibras e inúmeras vitaminas e minerais, contribui para o bom funcionamento do intestino, previne câimbras,  fortalece os músculos e estimula a calcificação óssea. Previne o envelhecimento, melhora o sistema cardiovascular e estimula o sistema de defesa. Na culinária, por ter um sabor suave em relação à salsa, cebola e cebolinha.

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Redação Webrun

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