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Psoríase: entenda o que é e como a corrida pode ajudar no tratamento

Com causas fatoriais, a inflamação pode ser tratada de diversas maneiras

Cada um tem uma rotina de cuidados com a pele. Em questões de saúde, por exemplo, já é sabido que o uso diário de protetor solar é essencial. Por um lado estético ou por combate às acnes, esfoliante e loções adstringentes são as escolhas. Porém, não é apenas que com esses hábitos que é possível prevenir problemas na região.

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A psoríase é uma inflamação da pele causada por diversos motivos. Segundo a dermatologista doutora Ana Carolina Sumam, qualquer pessoa pode desenvolver a inflamação. “Não tem um fator único conhecido que causa a psoríase, ela é muito fatorial. Tem fator imunológico envolvido, ambiental e herança genética, por exemplo”, explica.

O que é a psoríase e causas

Quem já teve psoríase sabe que ela não tem hora ou lugar para aparecer. Doença inflamatória crônica, ela vem em ciclos. Quando a causa tem a ver com o sistema imunológico tem a participação dos linfócitos. “Os linfócitos são células do sistema imunológico que secretam citocinas que são mediadores inflamatórios. Eles fazem a pele acelerar seu ciclo de desenvolvimento”, conta Ana Carolina.

Essa mudança no desenvolvimento da pele faz com que sejam produzidas mais células que o normal. Quando isso acontece, elas vão formando as placas espessas, comuns da psoríase, que os pacientes, normalmente, apresentam.

Aproximadamente, o fator genético é a principal causa em 30% das pessoas que têm psoríase. Mas além do fator imunológico e genético, existem outros que podem causar a doença: stress, fumo, pacientes com distúrbios metabólicos, artrite, diabetes, hipertensão, entre outros.  

A dermatologista comenta que não tem uma cura, apenas tratamentos específicos para a inflamação!

Foto: Adobe Stock

Principais sintomas

“Geralmente, o paciente apresenta placas eritemato escamosas. Ou seja, manchas avermelhadas e com escamas”, explica a doutora. Segundo a especialista, algumas escamas podem ser meio prateadas e qualquer parte do corpo pode ter essa lesão. Porém, os lugares mais comuns são: couro cabeludo, cotovelos e joelhos. “Existem também alterações nas unhas que são específicas da doença”, acrescenta.

Coceira e ardência também são sintomas comuns, mas nem sempre aparecem nos pacientes. Na maior parte dos casos, o diagnóstico é feito na própria clínica do dermatologista. “Às vezes recorremos à biópsia cutânea. É retirado um pequeno fragmento da pele e são feitos exames patológicos em cima disso”, diz.

A corrida e outros tratamentos

O stress é uma das principais causas da psoríase. Ele ainda desencadeia outros problemas de saúde, não só na nossa pele. “Nós recomendamos que pacientes que apresentam a doença tenham hábitos de vida mais saudáveis. A prática de atividades físicas, incluindo a corrida, é uma forma de melhorar o stress”, analisa a doutora.

Ao correr ou praticar outros exercícios, substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress são liberadas no nosso corpo. Além disso, ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress.

Como existem vários tipos e causas de psoríase, seu tratamento também é amplo. Quadros mais comuns e amenos podem ser tratados apenas com medicação tópica. “Cremes com emolientes – que mantém a hidratação da pele, essencial – e também cremes com ação imunomoduladores, que diminuem o processo inflamatório na pele”, afirma Ana Carolina.   

Quem gosta de tomar um sol tem vantagem no processo! A exposição à radiação ultravioleta é super bem-vinda. “Se o paciente puder pegar sol diariamente, 15/20 minutinhos é ótimo! Sempre que puder pegar sol, vai ajudar bastante no tratamento”, incentiva a doutora.

A especialista fala também que em alguns casos é recomendado que o paciente faça esse tipo de tratamento em consultório; prática chama PUVA. “Nesse procedimento, o paciente ingere uma medicação que aumenta a sensibilidade da pele à radiação

Em casos graves, entretanto, o tratamento é outro. Em situações assim, o paciente tem que fazer o uso de medicação oral ou injetável. “Existem medicamentos imunossupressores e imunobiológicos, que são medicações mais modernas. Eles vão atuar diminuindo o processo inflamatório na pele”, comenta a doutora. Os imunobiológicos têm menos efeitos colaterais.

Quando começar a sentir algum dos sintomas procure um médico e ele vai passar o tratamento ideal para o seu caso!

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Comentários

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Marina Bianchi
Formada em jornalismo, sempre fui muito ligada ao esporte e agora resolvi me aventurar ainda mais nisso! Acho esse mundo mágico e espero passar um pouco desse sentimento para outras pessoas também!
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