Pubalgia: saiba como identificar e prevenir

O púbis localizado no final do músculo do abdômen sob a região genital, é considerado o centro de gravidade do corpo, por ser um osso que serve como junção de outros ossos importantes. A inflamação nessa região é chamada de pubalgia, ela é muito frequente entre corredores, jogadores de tênis e de futebol.

O detalhe é que não é tão fácil assim diagnosticá-la, pois possui sintomas muito parecidos com outras patologias, como a hérnia inguinal, bursites e artrite no quadril. Então, para te ajudar a entender como ocorre e ficar longe da pubalgia, o Webrun conversou com dois especialistas na área.

Pubalgia: como identificar e prevenir?
Foto: Adobe Stock

Causa

A articulação, chamada sínfise púbica, é imóvel e fica na região central à frente da bacia, ligando o osso púbis direito e esquerdo. Quando ela sofre alguma alteração, na relação de forças sobre qualquer ponto da bacia ou desequilíbrios musculares, causa uma mudança de tensão que causa a inflamação do púbis. Todos os atletas de esporte de atrito ou que correm longas distâncias estão mais propícios a sofrer com esse problema.

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Sintomas

De acordo com o ortopedista especialista em coluna vertebral e professor da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Dr. Luiz Claudio Lacerda, o principal sintoma dessa lesão sempre será a dor.

“A pubalgia esta relacionada a alterações de força seja ela por tração ou rotação e estes movimentos na vigência da inflamação causam uma dor relacionada diretamente com o movimento”.

Além dessa dor que normalmente é sentida na região baixa do abdômen e na virilha, o atleta também terá perda de força e dificuldade de realizar os exercícios e atividades comuns do dia a dia.

Prevenção

Grande parte das lesões é causada pela falta de alongamento ou a realização inadequada dele, por isso um ponto importante para evitar a pubalgia é manter a musculatura adutora da coxa bem aquecida antes da realização de atividades físicas.

A fisioterapeuta Fernanda Lemucchi acredita que a prevenção inclui um treino programado e progressivo, tendo corrigido todos os fatores predisponentes. “A musculatura abdominal deve ser bem trabalhada e os alongamentos musculares feitos em todos os treinos, de modo a se conseguir um correto equilíbrio dinâmico do quadril”.

Segundo Fernanda, a qualidade do solo onde se treina e do calçado também pode contribuir para o desenvolvimento dessa lesão, uma vez que não há a absorção do choque. Além disso, há algumas predisposições genéticas que devem ser observadas. “São os fatores intrínsecos de cada pessoa, como uma desigualdade no comprimento dos membros inferiores, que geram instabilidade pélvica”.

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Pubalgia: como identificar e prevenir?
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Tratamento

O tratamento é antes de tudo o descanso. Em alguns casos, o atleta precisa parar com todas as atividades, em outros, evitar aqueles que causam dor é o principal. De qualquer forma, o tratamento fisioterapêutico é necessário. “Na fase inicial, a fisioterapia consiste em controlar os sinais inflamatórios, com o auxílio dos equipamentos de ultrassom e laser, para controlar a dor com neuroestimulação elétrica”, explica a fisioterapeuta.

Após esse período, o próximo passo é alongamento e fortalecimento de maneira progressiva, principalmente da musculatura abdominal e dos músculos adutores da coxa (músculos que se inserem próximo da sínfise púbica). Também é importante fortalecer os músculos abdutores, flexores e extensores do quadril, a região lombar e realizar exercícios de estabilização do tronco.

“Assim que os músculos estiverem equilibrados (fortes e alongados) e a correção de fatores intrínsecos tenha sido realizada, iniciamos o treino do gesto esportivo. Se o paciente não sentir mais nenhuma dor, estará apto para retomar suas atividades na corrida, normalmente”.

De acordo com Fernanda, o tempo de recuperação, varia de atleta para atleta e dura em média oito semanas, mas pode se estender a até seis meses. Se esse tipo de terapia não eliminar os sintomas, pode ser necessário a cirurgia.

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Carolina Abrantes

Carolina Abrantes

Estudante de jornalismo, já metida a repórter. Encantada pelo mundo dos esportes e pela forma como eles podem mudar a vida das pessoas.

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