Saiba como foi o Mountain Do Costão do Santinho, em Floripa

A equipe ficou na 32ª colocação geral (foto: Arquivo Pessoal)
A equipe ficou na 32ª colocação geral (foto: Arquivo Pessoal)

No último sábado aconteceu na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, a segunda edição do Mountain Do Costão do Santinho, competição em formato de revezamento para equipes de até oito atletas. Com sol e calor, os times percorreram 65,4 quilômetros por diversas praias, dunas e outros pontos turísticos da região.

A vitória na categoria principal, os octetos, ficou entre os homens com a equipe Luiz Oliveira Cont Cia da Corrida, com um tempo total de 4h24min23, seguida pela Costão do Santinho, com 4h58min12 e pela Zimba Team com 5h28min40. Já no feminino a Phisic Running/ Marcelo Sports 1 venceu com 7h11min36, seguida pela Floripa Runners 2 com 7h41min44 e pela Lagoa Team 1, com 7h50min44.

Rodrigo Stulzer, da equipe Atitude, relata em seu blog (http://transpirando.com) como foi participar da competição. Acostumado a disputar provas de aventura, ele comenta que o Mountain do foi “uma ótima junção de passeio, diversão, encontro com a família e esporte”. Confira um trecho do post.

“O evento começou com um simpósio técnico na sexta à noite, com ótima organização e estrutura. As provas anteriores que participei sempre foram menores e achei bem legal ver um monte de gente reunida, verdadeiros amantes do esporte.

No sábado de manhã acordamos bem cedo, por volta das 6h30. Estávamos na casa do meu cunhado, no Rio Tavares e tínhamos um longo trecho até chegar ao Costão. A largada foi as 8h20 e corremos bastante para chegar a tempo. O meu trecho era o sétimo e seria por volta das 13h, então depois da largada fomos até uma padaria tomar café.

Como eu estou acostumado com as corridas de aventura, onde toda a equipe corre junto, achei estranho ficar ali comendo e conversando enquanto um outro colega corria o seu trecho. Depois do café pegamos os carros e fomos para o ponto de troca da Barra da Lagoa, no Projeto Tamar.

Ficamos lá esperando a chegada do Cláudio e troca de bastão com o Gustavo, que partiu para subir a montanha da Praia Mole e fazer a troca com o Henrique. Aproveitei para dar uma descansada, comer um pouco e ter energia para o meu trecho. Até dormir eu consegui! Nada como treinar por anos o método de recuperar as energias rapidamente.

O pior de tudo foi ficar esperando o Henrique chegar para iniciar o meu trajeto. A adrenalina crescia e os batimentos cardíacos também. Normalmente em descanso eu fico entre 50% e 60% da frequência cardíaca máxima. Desta vez em estava entre 60% e 70% sem fazer exercício nenhum. Acalmei-me alongando e fazendo um aquecimento para iniciar a corrida já num bom ritmo.

Uma coisa legal que fizemos foi “puxar” o companheiro que está chegando da sua corrida, nos minutos finais. Alguém da equipe, que já tinha corrido, vai uns 200 ou 300 metros antes da troca de bastão e fica esperando o colega, correndo junto com ele o trecho que falta. Isso ajuda muito, pois dá um incentivo e acelera o ritmo. Finalmente o Henrique chegou e iniciei o meu trecho de 6,4 quilômetros entre bosques e praia, acabando no Moçambique.

Fizemos a troca de bastão e saí na disparada, passando pelo portal e logo em seguida entrando numa parte de bosque protegido do sol. Meu ritmo estava forte e resolvi segurar a onda. Nas corridas longas o que importa é o ritmo durante toda a prova. Não adianta querer dar um gás no início e quebrar no final. O ideal é fazer a metade da prova um pouco mais lenta e aumentar o ritmo no final. Isso é o que se chama de split negativo.

Também me contive quando vi duas meninas correndo a uns 80 metros na minha frente. Na hora pensei em acelerar para passá-las, mas pensei melhor e continuei no meu ritmo. Se fosse para passar seria algo natural, e não forçado. Acabei tomando a decisão certa, pois a cada minuto notava que estava cada vez mais perto delas. Depois de uns oito minutos passei as duas seguindo sem acelerar ou diminuir o passo. Foi aí que comecei a entender um pouco do jogo de xadrez das corridas.

Como passei, também fui passado. Um senhor de uns 50 e poucos anos me passou rápido e outro corredor também. Estávamos em ritmos diferentes e cada um continuou na sua. Saí do trecho de bosque com 20 minutos de corrida e entrei na praia do Moçambique para os dois quilômetros finais. A maré estava alta e logo no início molhei o pé nas ondas que insistiam em tomar a praia inteira. Correr na areia já é mais difícil e pesado, imagina com o pé molhado e cheio de água. Nos primeiros segundos, logo depois de uma onda me melhor, parecia que eu tinha dois quilos de peso em cada pé.

Mesmo assim continue seguindo a linha d’água, procurando a areia mais dura para correr melhor. Avistei mais dois competidores à frente e segui no meu ritmo. Planejei passar deles mais perto do posto de troca, mas acabou não dando certo. Eu estava em um ritmo mais forte e no meio da praia já havia os ultrapassado. Fiquei com medo que eles recuperassem o ritmo e me passassem no final, mas isso não aconteceu. Quando olhei para trás da última vez eles estavam longe e não tinha mais problema de me passarem.

Durante todo o trajeto mantive o meu ritmo em 95% da frequência cardíaca máxima, mas no final não deu para segurar, quando vi já estava em 98%. Nos últimos metros o Henrique me acompanhou e cheguei a 99%, já sentido o cansaço. Acabei o trecho em 35 minutos, fazendo um pace médio de 5,28m/km, entregando o bastão para o Marcelo fazer o último trecho.

Descansei um pouco e saímos para o Costão aguardando a chegada do Marcelo. Descemos até a praia do Santinho para puxá-lo. Ele chegou reclamando de câimbras nas pernas e subimos todos juntos a ladeira, incentivando-o. Nos metros finais o Marcelo disparou e tivemos dificuldade em acompanhá-lo para passar junto na largada. Isso que é vontade de competir! 🙂

Comemoramos o sucesso da equipe e fomos para a área de recepção receber as medalhas de participação e encher o tanque com frutas, sucos e um monte de comidinhas gostosas e saudáveis. Na classificação final ficamos em 32, num total de 115 equipes, fechando a prova em 6h51min52. Uma ótima classificação para uma primeira corrida juntos!

O evento foi muito show e adorei ter participado. A organização, o trajeto, o local e os companheiros foram 10. Muito bom, já tenho vontade de fazer o próximo, em outubro!”

Para ler o relato completo, basta acessar http://transpirando.com/2009/04/13/atitude-no-mountain-do-costao-do-santinho-2009. As fotos creditadas como arquivo pessoal foram tiradas por Rodrigo e pela sua esposa Bebel Ribas.

Este texto foi escrito por: Webrun

Redação Webrun

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