Secretário de esportes de Manaus completa XTerra após correr o Ironman

Fabrício (esquerda) e Bernardo se tornaram amigos durante o último ano (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Fabrício (esquerda) e Bernardo se tornaram amigos durante o último ano (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Direto de Manaus – Muitos políticos adoram fazer belos discursos sobre os mais variados temas, mas poucos mostram para a população na prática o que querem dizer. Um desses raros exemplos é Fabrício Lima, Secretário de Esportes de Manaus, que além de ter lutado para trazer a etapa Global Tour do XTerra Brasil para sua cidade, também completou a disputa duas semanas depois de finalizar o Ironman Brasil.

Em 2010 a capital amazonense recebeu uma etapa regional do Circuito Xterra e, desde então, Fabrício não mediu esforços para transformar a prova na etapa brasileira do Mundial da categoria, privilégio que pertencia à cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. “Eu me aproximei do Bernardo [Fonseca, diretor do evento], viajamos juntos às várias cidades que recebem o XTerra, corri com ele na Orla do Rio de Janeiro, onde mora, enfim, fiz de tudo para que a nossa cidade pudesse sediar a disputa”, relata Fabrício.

O amazonense sempre praticou esportes e, quando entrou para a Secretaria, trouxe sua experiência de atleta para proporcionar benefícios à população. “Não adianta apenas a gente pedir que as pessoas pratiquem atividade física, se não dermos o exemplo”, ressalta.

O Secretário disputou os 3,8 quilômetros de natação, 180 de bike e 42 de corrida do Ironman Brasil no último dia 29 em Florianópolis e, duas semanas depois estava pronto para o XTerra na Base de Instrução número quatro do Exército Brasileiro. “Para mim foi uma emoção muito grande. Acho que botei mais água no Rio Negro de tanto que eu chorei”, conta emocionado. “Muitas pessoas vieram para minha cidade e não tem preço saber que Manaus está se tornando uma grande capital do esporte”, completa.

O XTerra Amazônia teve 1,5 quilômetro de natação, 30 de mountain bike e nove de corrida, percorridos por Fabrício com muito esforço, já que ele está com uma lesão no joelho. Mesmo debilitado ele seguiu em frente e ainda ajudou um competidor, que estava com dificuldades durante o percurso. “Disse a ele que na selva ninguém fica para trás e viemos cantando algumas músicas aprendidas no Exército até cruzar a linha de chegada”.

Numa época em que tanto se fala de sustentabilidade e proteção da Floresta Amazônica, nada melhor do que conhecer para preservar. “Tenho certeza que todos que vieram aqui hoje se tornaram defensores da Amazônia e certamente ano que vem esse número vai aumentar”.

E por falar em ano que vem, apesar de ainda não confirmada a etapa Global na Amazônia, se depender de Fabrício a prova terá uma longa vida pela frente. “Dificilmente o XTerra sairá de Manaus, pois nossa cidade alia perfeitamente o esporte com o meio ambiente”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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