• Atletismo - Sede ou fome? Seu cérebro pode estar sabotando sua alimentação

Sede ou fome? Seu cérebro pode estar sabotando sua alimentação

Sensação de sede é indício de que o corpo está começando a ficar desidratado (foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena)
Sensação de sede é indício de que o corpo está começando a ficar desidratado (foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena)

Alimentar-se com poucas porções de alimentos a cada três horas é uma das medidas mais recomendadas por nutricionistas, já que grande parte do público que deseja perder peso tende a ficar longos períodos sem se alimentar. Caso o atleta sinta vontade de comer uma hora depois de fazer a refeição, fique atento: a fome pode ser, na verdade, sede.

A parte do corpo humano que controla essa sensação de necessidade é o hipotálamo, uma área localizada no cérebro que também é responsável por funções relacionadas a saciedade, libido, apetite sexual e controle da temperatura.

Saiba como aproveitar os alimentos sem desperdício

De acordo com a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira é comum que a região confunda as sensações de fome sede, pois elas são geradas simultaneamente para indicar as necessidades energéticas do cérebro. “Dificilmente reconhecemos adequadamente a sensação de sede e supomos que ambos os indicativos sejam vontade de comer”, explica.

Para não ter erro, é necessário manter sempre um equilíbrio. Apesar da sensação de alívio e bem-estar ser imediata no momento em que sentimos sede e tomamos um copo de água, Joyce explica que não é necessário que a vontade se manifeste para começarmos a hidratação. “A sede já é um sinal de que o corpo está se desidratando. “Por isso, deve ser consumido líquidos antes mesmo de apresentar a sensação de sede. Recomenda-se ingerir de 8 a 12 copos de água, que representam de 2 a 3 litros, diariamente”, sugere.

Algumas pessoas têm dificuldade de carregar sempre uma garrafa de água próximo, por isso a nutricionista dá uma dica: a água pode ser consumida em sucos de fruta naturais, sem açúcar, e chás de ervas. “Também é possível criar versões de águas armoatizadas adicionando algumas gotas de limão, sementes de macarujá, morangos, rodelas de laranja ou folhas de hortelã e capim-santo”, receita.

No caso da fome, a solução é comer regularmente pequenas porções de alimentos saudáveis durante todo o dia e tomar cuidado para não acabar “beliscando” produtos calóricos durante o dia. Outra dica é ficar atento no momento em que a fome bate e ingerir pelo menos um copo de água para confirmar o que o organismo está pedindo.

Para quem não tem o hábito de tomar água, sugere-se ingerir porções de sucos e chás. Foto: Edu Cesar / Fotoarena
Para quem não tem o hábito de tomar água, sugere-se ingerir porções de sucos e chás. Foto: Edu Cesar / Fotoarena

Obesidade – Por conta dessa confusão, o excesso de estímulo do hipotálamo pode causar a hiperfagia, uma desordem alimentar grave que causa consumo de alimentos em excesso, ou mesmo a obesidade. “A lesão do hipotálamo, por sua vez, causa afagia e inanição”, completa a nutricionista.

Reflexos no treino – A hidratação é muito importante, principalmente para o atleta, que perde grande quantidade de água e sais minerais enquanto treina. Além disso, a falta de agua no organismo também pode diminuir a resistência e comprometer a saúde.

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Segundo a profissional, existe até o risco de queda na performance esportiva. “Por se alimentar inapropriadamente e/ou apresentar quadros de desidratação, durante a prova, o atleta pode desenvolver distúrbios gastrintestinais”, revela.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

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