Seleção Brasileira Juvenil retorna ao Brasil

Keila da Silva Costa: medalha de bronze no salto triplo (foto: João Paulo da Cunha)
Keila da Silva Costa: medalha de bronze no salto triplo (foto: João Paulo da Cunha)

Uma feliz coincidência na chegada da seleção juvenil a São Paulo, depois de disputar o Mundial de Atletismo Juvenil, encerrado no domingo, 21 de julho, na Jamaica. A equipe, que teve a melhor participação nacional na histórias dos nove Mundiais da categoria, desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta terça-feira, dia 23, pela manhã.

Isto acontece no dia do aniversário de 50 anos da conquista da primeira medalha de ouro olímpica do atletismo brasileiro, por Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo, nos Jogos de Helsinque, Finlândia, em 1952.

Houve muita festa para os brasileiros, que chegaram por volta das 9 horas em vôo da TAM, com quase três horas de atraso (a aeronave teve problemas técnicos em Miami, onde a delegação fez escala, vinda de Kingston, capital jamaicana).

Os pais e irmãos de Juliana Paula Santos de Azevedo (BM&F Atletismo/SP-CAIXA) levaram até faixa, parabenizando a corredora, que conquistou a medalha de bronze nos 800m. A outra medalhista brasileira, Keila da Silva Costa (Olympikus/Santos Dumont/PE-CAIXA), bronze no salto triplo, teve que fazer rápida conexão para Recife (PE), onde mora. Outros familiares e amigos foram dar boas vindas aos atletas.

“Estamos felizes porque a Juliana mostrou muita força para ganhar a medalha”, disse o pai da atleta, João Alves de Azevedo. “Mas é bom dizer que toda a equipe foi muito bem”, disse João, que mora em Cubatão, na Baixada Santista.

O namorado de Juliana, o também atleta Marilson Gomes dos Santos (quarto colocado na última São Silvestre), disse que o treinador de ambos, o ex-fundista Adauto Domingues, achava que Juliana poderia subir no pódio. “Ela chegou quietinha, foi à final, bateu o recorde pessoal ganhou bronze”, disse Marilson.
“Não podia ter sido melhor”, afirmou Juliana, que completou 19 anos no último dia 12, uma semana antes de ganhar a medalha. “Acho que valeu a pena”, disse a corredora, emocionada.

Keila também estava muito feliz. Disse, porém, que “gostaria de ter superado seu recorde pessoal (14,00m)”. Para o técnico Roberto Ribeiro, que acompanhou o Mundial, convocado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), “é importante lembrar de um pormenor: a Keila ganhou sua medalha no triplo, uma prova tão cara a nós, já que deu ao país seis medalhas olímpicas” (duas delas de ouro, de Adhemar Ferreira da Silva).

O treinador-chefe João Paulo Alves da Cunha, elogiou a equipe, “que também no aspecto disciplinar se houve bem”. “E depois, além das medalhas, tivemos dois quartos lugares e quatro atletas terminaram suas provas em quinto lugar”, lembrou o treinador.
Rafael dos Anjos Fontenelle Duarte (Caso/DF-CAIXA), quarto colocado na marcha de 10.000m, era um dos mais animados da delegação.

“Fiz uma prova muito boa (ele bateu o recorde brasileiro, com 42:00.39) e agora quero vencer o Sul-Americano (marcado para agosto, em Belém, PA, durante os Jogos Sul-Americanos)”, disse o marchador.

Este texto foi escrito por: Confederação Brasileira de Atletismo – CBAt

Redação Webrun

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