Sem o conforto do carro, corredores redescobrem a Ponte Rio – Niterói

Corredores que passam pela ponte de carro tiveram oportunidade de percorrer o local correndo (foto: Maurício Val/Divulgação)
Corredores que passam pela ponte de carro tiveram oportunidade de percorrer o local correndo (foto: Maurício Val/Divulgação)

O ex-triatleta Antônio Chaer Filho, 35, de Niterói, é um dos motoristas que percorre a Ponte Rio Niterói quase todos os dias de carro, mas no domingo (17/04), decidiu passear pelo local correndo, durante a Corrida da Ponte. “Passei mais rápido do que costumo com o meu carro, por causa do congestionamento. Porém, devido ao calor, senti falta do ar condicionado do veículo”, brinca o carioca, que usou o evento como treinamento para a competição k42 Bombinhas, em agosto.

Antônio garante que a Corrida da Ponte foi onde ele registrou o tempo mais alto em um percurso aproximado de 21 quilômetros. “A pior marca que já tive em uma meia maratona foi de 1h28. Nesta prova eu demorei 2h10 para finalizar o percurso”, garante o corredor. “Acho que foi por conta do calor. Ligaram o maçarico e esqueceram de desligar”, completa.

Já o atleta Anderson Rodrigues, 27, também considera uma surpresa a competição. “Sempre que eu estava na Ponte com o meu carro eu me imaginava andando de bicicleta, mas nunca correndo ali”, diz Anderson Rodrigues, que em 1986, data do penúltimo evento, tinha nove anos. “Eu nem entendia o que era corrida na época, eu devia estar só perturbando meus pais”, se diverte Anderson ao relembrar sua infância.

O corredor da cidade do Rio de Janeiro, assim como Antônio, explica que o trajeto tem um nível de dificuldade alto. “Na perimetral, a partir do quilômetro 15, começou a ficar muito difícil, porque no início estava todo mundo junto, a gente nem sentia o esforço, mas depois é só ‘você e voc꒔, diz.

Outro participante da prova, Emerson Saraiva, 38, embora não tenha participado das primeiras edições, garante ter uma vaga lembrança de quando aconteceu a disputa. “Eu me lembro que na cidade as pessoas comentavam sobre o evento e acho curioso tantos anos depois eu vir participar”, diz Emerson, que correu a prova literalmente no susto.

“Eu bati o carro final de semana passado e deu perda total, ainda estou meio machucado, mas na sexta um amigo perguntou se não gostaria de participar no lugar dele. Aí não perdi a oportunidade e valeu apena ver o Rio de longe, de Niterói, que é muito mais bonito”, acredita.

O evento teve vitória brasileira nas categorias masculina e feminina.

Este texto foi escrito por: Monique Barleben

Redação Webrun

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