Setembro Amarelo: entenda a relação entre o consumo excessivo de açúcar e a depressão

Cada vez mais em destaque diante do aumento de casos nos tempos de pandemia, a depressão volta à cena neste mês por conta do Setembro Amarelo. Com várias iniciativas, a campanha serve para a conscientização dos perigos que envolvem a doença e dá dicas sobre como evitá-los. Um dos inimigos na batalha pela saúde mental é a ingestão frequente e exagerada de açúcar.

Setembro Amarelo: entenda a relação entre o consumo excessivo de açúcar e a depressão

Bruna Pavão, consultora nutricional da marca Cuida Bem, explica que já existem estudos que relacionam o excesso de doces a uma maior incidência da depressão. “De acordo com algumas pesquisas, o alto consumo, por um período prolongado, pode aumentar em até 23% as chances de desenvolver transtornos de humor.” Ela também pontua que o açúcar em grandes quantidades tem potencial de provocar estímulos cerebrais da mesma forma que algumas drogas, como cocaína e heroína. “Ou seja, pode viciar em igual medida, ou mais.”

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Resposta inflamatória

Para entender melhor o papel dos doces para quadros de transtornos de humor, é preciso compreender a relação que guardam com o organismo dos indivíduos. O primeiro ponto destacado por Bruna para essa associação é que os carboidratos (classificação em que entra o açúcar) podem levar ao aumento de substâncias pró-inflamatórias responsáveis pela liberação de neurotransmissores como o cortisol e a noradrenalina. Em desequilíbrio, os dois são capazes de impactar negativamente o estado de ânimo.

Doce e prazer: relação com os dias contados?

Apesar de os doces serem comumente relacionados a sensações de prazer, o que geralmente ocorre quando eles são consumidos em doses exageradas é o aumento da taxa de açúcar na corrente sanguínea. Em resposta, o pâncreas produz mais insulina, hormônio que carrega o açúcar para o interior das células e quando fica acima do nível considerado normal, provoca alterações no organismo e também no humor.

“O hábito de se alimentar bem e corretamente, por meio de uma dieta rica em fibras e com o consumo adequado de alimentos com baixo, médio ou alto índice glicêmico, diminui o risco de depressão e de sofrer com mudanças no humor em cerca de 25 a 35%. Por isso, deve-se evitar um cardápio com excesso de farinhas processadas e açúcar, que atrapalham a digestão e a flora intestinal”, orienta a consultora nutricional.

O intestino tem uma função fundamental na hora de consumir os alimentos em favor do humor. Bruna explica que “banana, chocolate amargo, peixes e produtos lácteos são boas fontes de triptofano, um aminoácido que não é produzido pelo corpo humano e que eleva a concentração de serotonina, produzida em sua maior parte pelas células desse órgão. Dito isso, o açúcar em si não tem necessariamente relação com o prazer”.

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Ainda assim, ninguém discorda que uma fatia de pudim é muito bem-vinda de vez em quando. E tudo bem, segundo a especialista, mas a ingestão diária deve ser limitada a uma porção pequena. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão máxima de 50g de açúcar por dia, enfatizando que o ideal é não ultrapassar os 25g. “Prefira doces do tipo zero – a linha Cuida Bem tem Cocada, Tablete de Amendoim, Paçoca com Sementes e até Pé de Moleque sem adição de açúcar. Além das barras de nuts, que ajudam na saciedade. Substituir as sobremesas por alimentos naturalmente doces, como as frutas, é outra dica.”

Portanto, o que é contraindicado mesmo é o hábito de ingerir bebidas açucaradas, tais como refrigerantes e sucos industrializados. De acordo com Bruna, “estudos observacionais apontam que o consumo prolongado delas diminui o volume total do cérebro, afeta a memória, pode causar alterações de humor e levar a um maior risco de derrame e demências de forma geral”.

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Redação Webrun

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