Thiago diz que treinamento na Itália fez diferença por medalha de ouro

Direto do Rio de Janeiro – “Fiz muitos sacrifícios indo morar na Itália porque queria continuar a treinar com meu técnico (o ucraniano Vitaly Petrov) e dar o melhor de mim. Mudei de vida completamente há um ano e meio”. Essa decisão foi crucial para Thiago Braz conquistar a medalha de ouro no Salto com Vara da Rio 2016 na noite da última terça-feira (15) no Engenhão. Criticado por muitos na época, ele agora mostrou que a decisão foi acertada. “Apostei todas as minhas fichas nele e hoje o resultado veio”.

Ao saltar 5,93m ele não poderia mais ser alcançado pelo americano Sam Kendricks e tinha na briga pelo ouro apenas o francês Renaud Lavillenie, recordista mundial da modalidade. “A prata já estava garantida, mas sabia que não tinha acabado ainda. Quando o Lavillenie saltou 5,98m eu escutei de Deus que teria que passar a 6,03m e, na hora de falar com meu treinador, ele confirmou”.

Na primeira de três tentativas de acertar o salto,ele não conseguiu passar o sarrafo, para espanto dos torcedores que o incentivavam na arquibancada. “Usei uma vara forte (menos flexível) e foi só para testar mesmo. Na segunda tentativa fui para completar e deu certo”, comemora o brasileiro que estabeleceu o novo recorde olímpico com seus 6,03m.

Thiago já caiu comemorando o resultado. Foto: Fernanda Paradizo/ Fotoarena Thiago já caiu comemorando o resultado. Foto: Fernanda Paradizo/ Fotoarena

Thiago chegou a afirmar em ocasiões anteriores que em momentos decisivos o psicológico afeta e ele sente a pressão, algo que ele teve que superar diante de um público totalmente ensandecido. “Eu me apego muito em Deus e isso ajuda muito. Meu treinador também tem me preparado psicologicamente para situações ruins e para que eu tentasse vencer minhas barreiras”.

Sobre o público, o francês reclamou bastante da falta de “espírito olímpico” ao ser vaiado em diversos momentos, algo que Thiago preferiu minimizar. ”O público aqui queria eu fosse campeão, então me ajudou e deve ter atrapalhado os outros. Porém, os que estavam torcendo por ele também me atrapalharam”. Enquanto o americano abraçou Thiago antes de seu salto final e ainda deu a volta olímpica com o brasileiro, Lavillenie sequer o cumprimentou. “Ele não fala comigo há um ano, um ano e meio e não sei por que. Sempre tentei criar um bom ambiente e ser amigo dele”.

Criado pelos avós desde a infância, ele agradeceu muito o suporte da família e espera que o seu resultado traga mais praticantes ao salto com vara daqui para frente. “As pessoas começam no atletismo nas provas de pista o no salto em distância, mas seria legal conhecerem uma modalidade diferente”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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