Uso de frequencímetro durante a atividade física é recomendado?

“Tenho, 50 anos, 1,73 altura, 64 kg, corro 05 vezes porsemana, sendo 3 vezes, 12 km (tempo 78 min), 2 vezes 09 km (tempo 55 min). Em recente visita ao cardiologista, perguntei da importância e necessidade de um frequencimetro (daqueles com cinta abdominal) ele falou ser dispensável, pois eu deveria estar acostumado com meus limites. Que avaliação o senhor faz dessa informação do meu médico. O senhor aconselha o uso do equipamento, e qual seria o tipo?”.

A opinião médica mais aconselhável, é a de que deve-se conhecer a frequência cardíaca (FC ) a ser atingida ou então aquela que não deve ser superada numa atividade física regular. A utilização de frequencímetros veio facilitar esse objetivo, além do que, alguns modelos modernos nos dão várias outras informações, muito úteis para a determinação dos limites metabólicos de consumo de oxigênio/calorias etc, o que fez com que fossem muito utilizados por atletas de todos os níveis e hoje em dia também por cardiopatas.

O frequencímetro digital mostra instantäneamente a FC (pulsação/minuto), sendo esse aparelho uma das maneiras mais fáceis e exatas de controlar os importantes limites atingidos pelo sistema cardiovascular durante um exercício físico, limites esses, baseados na freqüência cardíaca alcançada no teste ergométrico em esteira ou bicicleta, com monitorização eletrocardiográfica contínua, feito por cardiologista habilitado nesse exame (sempre confira isso, pois em alguns locais enganam os incautos).

Possíveis riscos de eventos cardíacos, como as arritmias desencadeadas no esforço físico e outras manifestações clínicas, às vezes sem provocarem sintomas, poderão ser evitadas ao orientarmos o esportista manter a FC nas faixas consideradas seguras. Outra utilidade de conhecermos a pulsação do coração é para melhorar o rendimento atlético, quando utilizamos a FC “alvo”, isto é, aquela que deve ser mantida por vários minutos, para alcançarmos os benefícios dos exercícios físicos.

Evidentemente que, a sugestão da dispensa do uso dos frequencímetros, aponta que outro meio de medição deve ser usado. A nossa orientação é a de se palpar externamente a ponta do coração, com uma das mãos espalmada no peito ( logo abaixo do mamilo esquerdo ). Essa maneira é fácil e sem maiores riscos, apenas com algum possível erro na sua precisão.

Devemos enfatizar que deve-se evitar usar, o método muito comum, da palpação das carótidas (na lateral do pescoço) com os dedos, pois existe risco de se provocar desmaio ou síncope, pela compressão do bulbo carotídeo, onde se localizam receptores da pressão arterial e da pulsação do nosso sistema cardiovascular. Em indivíduos sensíveis ou susceptíveis, o risco de acontecer um acidente médico é alto, portanto essa manipulação, sempre deve ser evitada.

Podemos comparar o controle da pulsação ao uso do contagiro de um carro ou motos de corridas, para mudança ideal das marchas!

Este texto foi escrito por: Dr. Nabil Ghorayeb

Redação Webrun

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