Valmir Nunes bate o recorde continental das 24 Horas

Valmir Nunes logo após vencer sua primeira prova de 24 horas  em Campinas  no ano passado (foto: Bruna Mantovani)
Valmir Nunes logo após vencer sua primeira prova de 24 horas em Campinas no ano passado (foto: Bruna Mantovani)

O ultramatonista brasileiro Valmir Nunes (Memorial/Mizuno), ex-campeão mundial dos 100 Km, conquistou uma importante vitória na madrugada de ontem (domingo) ao vencer as 24 Hs Soochow University Endurance Race, disputada em Taipei, na China. Foram 273 quilômetros 823 metros percorridos depois de completar 685 voltas na pista de tartan de 400 metros de extensão.

Além da vitória, estabeleceu novos recordes brasileiro, sul-americano e Continental, que já pertenciam a ele, e tem agora a terceira melhor marca de todos os tempos da modalidade, sendo superado apenas pelo grego Yiannis Kouros.

A competição valeu pelo Campeonato Asiático de 24 horas – da International Association of Ultra Runnes (IAU), entidade ligada à Federação Internacional das Associações de Atletismo (IAAF).

“Estou muito feliz, satisfeito, porque sei que ainda posso melhorar. Foi apenas a segunda prova deste tipo que fiz. Antes, cheguei a disputar algumas, mas parava. Se eu tivesse assistência de uma equipe durante a disputa, daria para aumentar a distância. É até um incentivo maior, saber que tem alguém junto”, disse o campeão, que vence pela segunda vez uma prova de 24 horas, assim tendo um aproveitamento de 100%, visto ser essa, sua segunda disputa na modalidade.

Com um cartel de mais de 30 vitórias em ultramaratonas, entre as quais, a Spartathlon Marathon, prova com 246 Km na Grécia, a Subida de Pico Veleda, de 50 quilometros, na Espanha e a última 24 Horas Mizuno, em Campinas (SP) o atleta agora pensa em se recuperar do grande desgaste.

“Eu não me preocupei com adversários. Me concentrei o tempo todo na minha corrida. É uma prova muito difícil e você tem de vencer a si mesmo. O importante é que sei que posso melhorar a minha marca”, explicou o corredor, que teve que gerenciar a dor física e o desgaste psicológico para vencer. . “Quando chegou nas 19 horas de prova e sabia que ainda faltavam cinco horas foi fogo. O corpo todo estava doendo e você tem de ser forte, não pode se entregar. Então, pensei muito na minha família para continuar firme”, revelou o atleta de 38 anos.

Este texto foi escrito por: Webrun

Redação Webrun

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