Vanessa Gianinni está tranquila para sua estreia no Ironman Brasil 2011

Vanessa Gianinni se prepara para seu primeiro Ironman (foto: Márcio Rodrigues/ Divulgação)
Vanessa Gianinni se prepara para seu primeiro Ironman (foto: Márcio Rodrigues/ Divulgação)

O Ironman Brasil 2011, que acontece dia 29 de maio, em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), reunirá quase dois mil atletas após dez anos de realização. A triatleta Vanessa Gianinni, bicampeã do Ironman 70.3 Brasil, irá estrear este ano na competição e acredita que está bem preparada para o desafio. “Estou muito bem preparada, muito contente e feliz de estar lá no dia 29 largando e espero dar meu melhor”, diz Vanessa.

Preparação – Após nove anos competindo triathlon, Vanessa Gianinni se prepara para sua primeira participação no Ironman e acredita esta na época certa para a disputa. “Foi uma decisão que tive no começo do ano com minha treinadora Rosana Merino e sabia que minha preparação para o primeiro seria uma coisa assustadora, por mais que já conhecesse o treino”, conta a triatleta.

Ela afirma que seu treino de natação não teve grandes mudanças, já que treinava entre cinco e seis mil metros por dia da modalidade, de segunda a sexta-feira. Para Vanessa, os diferenciais foram os treinos de corrida e ciclismo e chegou a fazer cinco treinos acima de 30 quilômetros de corrida e, para o ciclismo, como já participava de provas de meio Ironman, chegou a fazer treinos de 180 quilômetros de rodagem. “Durante semana o treino aumentou uns 20 a 30% em volume, mas mantendo a intensidade, e nos fins de semana eram treinos direcionados ao Ironman. Eram treinos longos de no mínimo cinco horas, incluindo ciclismo e sempre um pouco de corrida”, explica ela.

De acordo com a triatleta, a corrida é a modalidade que encontra mais facilidade, mas sentiu bastante diferença com a mudança dos treinos. “A corrida foi o que mais senti, porque treinava três a quatro horas no máximo e tive que treinar cinco a seis horas”, relata.

O Ironman é uma prova muito longa com 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida, e demanda muito fisicamente do atleta, sendo necessária alimentação e hidratação correta ao longo da prova. “De mais ou menos 200 treinos que fiz, em dois eu passei muito mal por causa de alimentação, por ter errado na dosagem de carboidrato e hidratação. Ainda bem que foram apenas dois e eu sei que por mais treinado fisicamente e psicologicamente, se você não se alimentar ou hidratar direito sua prova vai por água abaixo”, revela Vanessa.

Mundial de Ironman – O atual ranking de classificação para o Mundial de Ironman, no Havaí, leva em conta as cinco melhores pontuações em competições de Ironman ou Ironman 70.3. Ou seja, no período de um ano, os classificados terão realizado dois Ironman, no mínimo um classificatório e Kona, e pelo menos dois 70.3.

Por ser a primeira participação de Vanessa no Ironman, ela não participou da antiga fase das regras, mas acredita que a nova regulamentação piorou em relação à antiga. “Acredito que isso não vá ser mantido, acho que a WTC vai fazer algumas alterações, porque muitos atletas não estão gostando dessas regras, muitos até falam em abandonar a carreira”, afirma a triatleta.

Ela afirma que a nova regulamentação deixa a América do Sul em desvantagem por não ter tantas opções de provas de Ironman e de 70.3 próximas. “Temos que viajar muito para competir fora e acho que isso é uma desvantagem. É muito mais gostoso quando, além de completar a prova, você ainda tinha chance de conseguir a vaga para o mundial, achava que dava muito mais prestígio, era muito mais bacana”, completa Vanessa.

Conquistas – De acordo com a triatleta, suas principais conquistas foram os dois títulos no Ironman 70.3 Brasil. “Foram provas que começaram a me dar o gostinho de provas mais longas. Principalmente a do ano retrasado (Ironman 70.3 Brasil 2009) que foi minha primeira vitória numa prova tão grande com um nível superior às outras que já havia participado”, revela Vanessa.

Ela revela que não achou que fosse aguentar tão bem a intensidade dos treinos, mas que passou tranquilamente por essa fase. “Estou super tranquila, apesar de um pouco ansiosa, não posso negar. Não tenho meta de tempo nem de colocação. Minha meta, em primeiro lugar, é completar a prova, mas principalmente, ficar satisfeita com o meu resultado”, conclui a triatleta.

Este texto foi escrito por: Mariana Araujo

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts