Veja como foi o Revezamento Bertioga Maresias

Os vencedores levaram troféus (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Os vencedores levaram troféus (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

No último sábado aconteceu a terceira edição da Maratona de Revezamento Bertioga Maresias, competição de 75 quilômetros entre as duas cidades do litoral norte paulista. Confira como foi a disputa, que contou com 320 equipes e 2.000 atletas.

Maresias – A prova não teve premiação geral, apenas por categorias, mas a primeira equipe masculina a cruzar a linha de chegada foi o sexteto Costa Hirota, que fechou com 4h24min23 e levou o bicampeonato. Entre as mulheres, houve uma disputa acirrada entre a Projeto Mulher e a TPM, com vitória desta última com o tempo de 5h29min49.

O dia amanheceu nublado e às 6h teve início a entrega de kits ao lado do Forte São João, em Bertioga, ao som de música eletrônica e com a animação peculiar do locutor oficial Tom Carbaggio. Os competidores puderam participar em equipes de três, seis ou nove pessoas e alguns ultramaratonistas foram convidados para correr na categoria solo, uma novidade a ser implementada na edição de 2008.

Roberto Losada, conhecido como “cachorrão”, foi um dos que aceitou o desafio e ainda brincou com Célio Ribeiro, organizador do evento. “Estou chateado com o Célio, me convidou para correr apenas 75 quilômetros, ele acha que eu estou ficando velho”. Acostumado a correr grandes distâncias, ele está organizando uma ultra de São Paulo a Aparecida do Norte no feriado de 12 de outubro.

Revezamentos – A largada foi dada às 8h e os primeiros corredores seguiram para o primeiro PC (Posto de Controle) localizado na praia do bairro Indaiá, onde foi realizada a primeira troca. Passada uma hora de prova, o sol começava a aparecer timidamente e o forte mormaço passou a ser o principal adversário dos atletas.

Enquanto um membro da equipe corria um dos trechos, um carro de apoio levava o corredor seguinte para o próximo posto e assim por diante nos nove PCs até a chegada na praia de Maresias. Os atletas enfrentaram trechos de areia da praia, mata atlântica, asfalto da rodovia SP-55 até culminar com a temida serra Bertioga-Maresias.

Curvas fechadas, subidas e descidas íngremes, em uma estrada de mão simples movimentada e sinuosa era o cenário do último trecho da competição. O trânsito não foi interrompido, então era necessário correr no acostamento, por dentro da fila de cones estabelecida para sinalizar melhor o trecho.

Os que sobreviveram à serra ainda tiveram que enfrentar cerca de um quilômetro em areia fofa da praia até cruzar a linha de chegada. “Essa prova foi disputada e conseguimos assumir a liderança no segundo PC. Foi difícil, mas estávamos bem treinados e conseguimos o bicampeonato”, ressalta o integrante da equipe campeã nos sextetos Joseildo Ferreira do Nascimento.

Já o atleta Paulo Fernando da Silva, da equipe terceira colocada Prefeitura de São Sebastião/ Tahal Maresias, chama a atenção dos organizadores. “O percurso é excelente, mas falta sinalização e o pessoal se perde muito. Perdemos muito tempo com isso e não conseguimos o primeiro lugar, mas espero que a organização melhore isso para o ano que vem”.

Mulheres – Na disputa entre as mulheres a briga foi acirrada a cada PC entre a Projeto Mulher e a TPM, ambas equipes integradas apenas por mulheres. Durante o PC 7, a capitã da Projeto Mulher, Cris de Carvalho, brincou que as adversárias tinham “corredoras de canelinhas finas”, o que as deixava muito mais rápidas.

Apesar do esforço para encarar a parte final, as meninas de fibra em nenhum momento pensaram em desistir. “Essa serra é terrível. Sempre quis subi-la correndo, pois eu já fiz pedalando. Sabia que era difícil, mas não tinha idéia que era péssima. Fiz de tudo para não andar, trotei e administrei a respiração”, ressalta Sabrina Magela, da TPM. “A disputa foi bem acirrada, não foi fácil , já que os competidores têm um nível muito alto”, completa.

Já a atleta que fechou o revezamento para a Projeto Mulher, Silvia Guimarães, mais conhecida como Shubi, terá pesadelos com a serra durante um bom tempo. “Foi bem ruim, principalmente nas subidas e na hora em que os carros reduziam e jogavam fumaça na cara”. Atleta de corrida de aventura da equipe Atenah, Shubi diz que não tem muita velocidade no asfalto. “Prefiro estar no meio do mato a enfrentar essa parte de novo”.

Avaliação – O organizador do evento, Célio Ribeiro, avalia como positivo o evento e diz que a prova tem tudo para se firmar no calendário nacional. “Foi uma competição tranqüila em que todos puderam se divertir com os amigos, parentes, praticar esportes e, ainda, fazer turismo num percurso com muita natureza”.

Para o ano que vem, além da modalidade solo, denominada Survivor (sobrevivente, em inglês), a novidade ficará por conta de duas edições, uma em maio e outra em outubro. Segundo os organizadores, após atingirem a meta de inscritos rapidamente este ano, eles resolveram apostar em duas edições anuais.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts