Vencedores da Promoção Paris comentam a prova

Flávio antes de iniciar a prova (foto: Arquivo Pessoal/ Flávio Pires)
Flávio antes de iniciar a prova (foto: Arquivo Pessoal/ Flávio Pires)

Luis Fernando Neiva e Flávio Rogério Pires foram os vencedores da promoção do Banco Real com o apoio do Webrun, que contemplou dois corredores com treinamentos e inscrições para a Maratona de Paris. Após três etapas classificatórias e seis semanas de treino, eles embarcaram para a cidade luz e participaram da competição que aconteceu no último dia 15.

São Paulo – Os dois corredores foram noticiados sobre o resultado da promoção e ficaram espantados ao saber que foram escolhidos entre 36 concorrentes de São Paulo e de outros Estados. Eles embarcaram para a cidade francesa no dia 11 e estavam ansiosos pela prova e pelo fato de ser a primeira viagem internacional que faziam.

Luis Fernando conta que não conseguiu dormir no avião e a todo o momento tentava conter a inquietação. “Chegamos ansiosos e a mil por hora e na quinta-feira fomos dar uma volta meio sem rumo, apenas para se adaptar”, lembra. Ele teve alguns problemas com o fuso-horário (cinco horas à frente de Brasília) e não conseguia dormir na hora programada.

Dificuldades à parte, na sexta-feira eles foram retirar os kits na feira da prova e aproveitaram para fazer algumas compras. “Dá vontade de comprar tudo, mas depois de fazer a conversão de Euro para Real, percebe-se que as coisas são bem caras”, brinca Luis.

Sábado foi o dia de quebrar completamente a ansiedade, com um trote pela Champs Elysee. Mas, para chegar até o local foi necessário enfrentar o metrô parisiense com suas várias linhas e estações. “Pegamos o metrô errado e chegamos um pouco atrasados no treino. Já saímos do túnel trotando e encontramos o pessoal da Run e Fun pelo caminho”, lembra Luiz. Segundo ele, correr com o Arco do Triunfo de fundo é uma sensação inesquecível.

O grande dia – Domingo, 15 de abril, Maratona de Paris com 35 mil corredores. Esse foi o cenário de fundo para a primeira prova internacional de ambos. “Na largada a música que eles colocaram foi de arrepiar. O Mário Sérgio (diretor da Run e Fun) havia dito para começarmos mais leve e depois encaixar o ritmo com o tempo, mas devido à multidão eu não consegui correr na passada que havia programado”, lamenta.

Durante todo o trajeto havia pessoas correndo ao lado dele e, na saída da Champs Elysee, por volta do quilômetro seis, houve um congestionamento de pedestres. “Caímos numa rua estreita e aí parou tudo e não adiantava tentar cortar caminho”, lembra. No decorrer da competição ele ainda trombou com um inglês e tomou uma “braçada” de um atleta que esticou o braço para jogar fora a garrafa de água.

Assim, após 4h09seg02, Luis Fernando Neiva cruzou a linha de chegada satisfeito por ter participado de uma promoção que o levou a correr uma prova internacional e conhecer outro país. “Terminei inteiro, gosto de terminar bem, pois se eu me quebrar não terei qualidade de vida”. Ele também ficou impressionado com a organização da prova e com a atenção dos voluntários. “Ao final uma pessoa retirava seu chip, não era necessário abaixar”.

Satisfeito com o resultado final, ele diz que o esforço e dedicação nos treinos valeram a pena. “Foi nota mil. Espero que esse projeto continue para que diversas pessoas tenham a oportunidade de conhecer um outro país”. Assim como a maioria dos corredores, após completar um desafio ele já pensa no que está por vir. “Provavelmente vou para o Rio de Janeiro em junho, correr a Meia Maratona”, salienta.

Flávio Rogério Pires também ficou impressionado com a experiência de correr a Maratona de Paris. Segundo ele, foram feitas diversas recomendações para que eles não exagerassem nos passeios, com o intuito de guardar energias para a competição. “Apesar de tudo o que disseram, foi irresistível conhecer a cidade. Fomos a diversos museus e pontos famosos”.

Da mesma forma com que relatou Luis, a chegada no local do trote, sábado pela manhã, teve alguns contratempos, como o idioma. Nenhum deles falava francês e, dificilmente encontrariam alguém falando inglês ou português pelo caminho. “Nós fazíamos um ‘embromation’, com um pouco de inglês misturado com castelhano e português e sempre com um dicionário de francês à mão”.

“O trote foi muito bom, serviu para quebrar a ansiedade, pois já fomos interagindo com os outros corredores. Foi prazeroso e relaxante”, comenta. Outro fato curioso aconteceu durante a retirada dos kits, no estande da Reebok. “Estávamos com o uniforme oficial que eles tinham nos fornecido e, quando a mulher do estande nos viu, prontamente nos reconheceu, entregou os kits e fez algumas recomendações. Enrolamos a língua, agradecemos e demos muitas risadas”, lembra.

A prova – Após a preparação, bastava apenas seguir as orientações que os treinadores haviam passado durante os treinamentos. “Estava calor e ouvi dizer que a organização teve que aumentar os postos de hidratação. Minha meta era fazer abaixo de 4h, já que em minha última maratona havia feito 4h01min”. Durante alguns trechos ele conseguiu imprimir um bom ritmo e até imaginou que pudesse finalizar em 3h30. “Faltou um pouco de gás para manter cinco minutos por quilômetro, mas fui bem e baixei 11 minutos, fiz em 3h56min21”.

Ele também ressalta que a prova teve bastante gente do começo ao fim e raramente havia espaços vazios. “Alguns trechos eram bem afunilados e às vezes eu esbarrava em alguém. Até os quilômetros 10 e 15 tinha muita gente, mas depois foi mais tranqüilo”. Ele também ficou impressionado com a organização da prova e diz que tem a sensação de dever cumprido. “Foi excepcional, entrei em êxtase ao cruzar a linha de chegada naquela cidade maravilhosa”.

Flávio concorda com seu colega Luis no quesito valorização dos corredores por parte dos organizadores, fato visível na hora de receberem as medalhas e terem seus chips retirados por um voluntário. “Eles estão mais dispostos a ajudar e ser mais atentos em certas situações. Acredito que temos capacidade de dar uma estrutura tão boa quanto nas provas brasileiras”.

Como prometido, ele trouxe algumas lembranças para os amigos mais chegados e familiares que o auxiliaram de perto nessa jornada. “Trouxe alguns chocolates e vinho. Não dá para presentear a todos, por isso trouxe lembranças para as pessoas mais importantes”.

Ele também lembra que a viagem foi uma oportunidade de reviver a lua de mel com sua esposa e também uma forma de se incentivar a participar de outras provas internacionais. “Vou correr algumas provas de 10 quilômetros como treino, quero fazer a Meia de Buenos Aires e também a Maratona de Nova York em 2008”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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